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Meirelles: 'pânico' não será confirmado pelos fatos

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje que a mesma preocupação com a alta dos preços verificada ao longo deste ano está sendo vista agora em relação aos números da economia. E ele buscou acalmar os analistas. "Temos tido pânico na sociedade em relação à inflação. Agora há pânico em relação à atividade. Nem o primeiro se mostrou correto nem o segundo será evidenciado pelos fatos", disse Meirelles, em discurso durante almoço de final de ano da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee), em São Paulo.Várias vezes no discurso, Meirelles salientou que há riscos de recessão no mundo, mas que entre os países emergentes se espera apenas uma desaceleração. Para o Brasil, Meirelles acredita que a desaceleração terá menor duração e intensidade do que em outros países.O presidente do BC lembrou que a projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2009 é de 3%, superior à média mundial. "A grande diferença dessa crise em relação a situações vividas pelo País no passado é que hoje estamos mais bem preparados para enfrentar as condições adversas", disse. Isso ocorre, segundo ele, porque a política macroeconômica é consistente e possui responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação.CâmbioPraticamente no mesmo momento em que o dólar era negociado a R$ 2,60 no mercado interbancário de câmbio, no início desta tarde, Meirelles reafirmava que o BC não possui meta para a taxa de câmbio. "O Banco Central não tem meta para a taxa de câmbio, nem defende cotações específicas." Segundo ele, a atuação da autoridade monetária visa apenas a corrigir distorções na formação de preços em razão de problemas de liquidez do mercado. "Temos hoje um patamar de reservas superior a US$ 207 bilhões, o que nos dá bastante conforto para enfrentar as restrições de liquidez", explicou. Meirelles lembrou que o BC está adotando ações "tempestivas" para enfrentar o quadro que se configurou desde setembro. "A restrição de liquidez em moeda estrangeira levou-nos a injetar recursos no mercado, seja através da venda direta, seja através de empréstimos especialmente para o financiamento das exportações." Graças a essa atuação, segundo Meirelles, a oferta de recursos para exportadores parece relativamente regularizada.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

05 de dezembro de 2008 | 15h01

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