Meirelles pode ter dado dados contraditórios sobre domicílio

No pedido que motivou a abertura, hoje, pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal, de inquérito contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o procurador-geral da República, Claudio Fonteles, levanta a suspeita de sonegação fiscal e crime eleitoral, alegando que, em 2001, Meirelles teria contado duas versões sobre seu domicílio, naquele ano: para a Receita Federal, que morava nos Estados Unidos e, portanto, não teria que declarar Imposto de Renda no Brasil; e outra para a Justiça Eleitoral, que residia em Goiás, Estado pelo qual se elegeu deputado federal em 2002, cadeira à qual renunciou posteriormente para assumir a presidência do BC.Ainda no seu pedido ao STF, Fonteles levanta a suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas contra Meirelles, por causa de uma remessa de R$ 1,360 bilhão efetuada pela Boston Comercial Participações, quando o atual presidente do BC era diretor do Banco de Boston. O procurador afirma que a origem do dinheiro não foi identificada.

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