Meirelles presidirá grupo para prevenção de crises em emergentes

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, presidirá, juntamente do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, e o presidente do Instituto para Assuntos Monetários Internacionais de Tóquio, Tokyoo Gyohten (ex-vice-ministro das Finanças do Japão), um "Grupo de Conselheiros" para fortalecer o sistema financeiro de mercados emergentes e evitar que eles sejam assolados por crises. O anúncio foi feito nesta quinta-feira durante a reunião de abertura da reunião de Primavera do Institute of International Finance (IIF), entidade que congrega os maiores bancos privados do mundo.Esse "Group of Trustees", que reúne autoridades financeiras e representantes de bancos e fundos de investimentos de vários países, vai supervisionar a implementação dos "Princípios para Fluxos de Capitais Estáveis e Reestruturação de Dívidas Justas nos Mercados Emergentes", que foram aprovados pelo G-20 (Grupo composto pelos países mais ricos e os maiores emergentes) em novembro de 2004 durante uma reunião em Berlim.Meirelles ressaltou a importância da iniciativa para se evitar crises financeiras. "Esses princípios se concentram na transparência, na importância da agilidade das informações sobre os fluxos de capitais, num diálogo mais próximo entre credores e endividados e cooperação para se evitar reestruturações de dívidas", disse num comunicado oficial divulgado na abertura do encontro IIF em Zurique. "Eles se baseiam no aprimoramento das práticas entre países emissores e investidores e sua total aceitação e implementação pela comunidade financeira internacional é importante."PrincípiosO presidente do Deutsche Bank e do conselho de diretores do IIF, Josef Ackermann, observou que os princípios atraem crescente apoio internacional. "O papel cada vez mais central que os mercados financeiros internacionais têm assumido para o financiamento dos países emergentes resultou num reconhecimento de que o fortalecimento da arquitetura financeira para esses países requer uma maior cooperação entre investidores e os tomadores de empréstimos", disse.Ele salientou que os princípios são baseados nas regras do mercado e sua implementação será voluntária. Eles oferecem uma estrutura para a prevenção de crises ou gerenciamento de crises", disse.O presidente do Citibank, William Rhodes, ressaltou que os mercados emergentes estão neste momento numa "confluência histórica". "Estamos vendo fluxos de capitais privados recordes para os emergentes e ao mesmo tempo uma variedade de incertezas econômicas globais que representam riscos para o financiamento desses países", disse. "Por isso é importante trabalhar pela implementação dos princípios, que são únicos pois foram acordados pelos credores e os países endividados."

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