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Meirelles prevê criação recorde de empregos em 2007

Segundo o presidente Central, Brasil deve registrar safra e oferta de empregos recordes neste ano

Célia Froufe, da Agência Estado,

19 de setembro de 2007 | 11h50

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira, 19, que o Brasil pode registrar dois recordes em 2007: o de aumento da safra e da oferta de vagas de trabalho. "Tudo indica que a safra será recorde este ano e há possibilidade de a criação de emprego ser recorde também", opinou, informando que a média de oferta de vagas de trabalho no País vem sendo de 1,3 milhão por ano.  Meirelles ressaltou que o aumento dessas vagas, assim como o dos rendimentos do trabalhador e do crédito, vem elevando a massa salarial e, conseqüentemente, ampliando a demanda doméstica. O presidente do BC ressaltou que os países mais vulneráveis às turbulências são os mais dependentes do mercado externo. Segundo ele, como o Brasil vem ampliando sua estrutura econômica interna, o País hoje está mais confortável a crises. Ele citou ainda que o crescimento das vendas do varejo mensal vem sendo na casa de dois dígitos, o que também ajuda a impulsionar o crescimento do Brasil baseado na demanda doméstica. Meirelles comentou que a média da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2004 a 2007 (levando-se em consideração a projeção de 4,7% do BC para este ano) vem sendo de 4,2%, praticamente o dobro dos períodos anteriores. "A projeção atual do BC para o crescimento do PIB de 2007 é de 4,7%, mas o mercado revisa diariamente essas projeções para o PIB para cima", comentou. Além disso, afirmou que uma crise externa sempre é objeto de preocupação por parte da autoridade monetária, mas ressaltou que a situação atualmente é menos complexa para o Brasil. "Antigamente, quando o mercado internacional tinha um resfriado, a gente pegava uma gripe ou mesmo uma pneumonia. Hoje, podemos pegar apenas um resfriado." Consolidação Ainda sobre o quadro econômico brasileiro, Meirelles comentou que o momento atual é favorável para que o Brasil mostre sinais de consolidação, estabilidade e maior resistência ao crescimento da aversão ao risco do mercado internacional. Ele mencionou que o mercado de capitais doméstico está fortalecido e vem criando condições favoráveis para receber investimentos que possibilitem retorno e segurança aos investidores. "Estabilidade econômica é questão essencial e o mercado de capitais brasileiro tem tomado todas as medidas importantes para se fortalecer", disse. O presidente do BC salientou que o acúmulo de reservas internacionais no passado, mesmo que mostrasse uma tendência crescente, acabava sendo insuficiente porque o câmbio estava prefixado. Hoje, com o câmbio flutuante e o aumento das negociações de commodities, houve uma melhora significativa da competitividade do Brasil, segundo ele. Produtividade Meirelles ressaltou que a produtividade da economia também vem se desenvolvendo com o aumento das importações. Na avaliação do presidente do BC, a estabilidade brasileira está ancorada no equilíbrio fiscal. "Vemos que o superávit primário vem sendo sistematicamente cumprido nos últimos anos e que a dívida é cadente", analisou. Ele comentou ainda que a contínua queda da taxa básica de juros (Selic) vem sendo possível em função da estabilidade da inflação. "Uma conseqüência disso é que temos cada vez mais menores surpresas inflacionárias negativas e isso significa que a taxa de juros real vem caindo", disse. Fed Ao comentar a decisão unânime do Federal Reserve (Fed, banco centra americano) de reduzir o juro básico do país em 0,50 ponto porcentual, Meirelles disse que não cabe ao BC "elaborar avaliações sobre o que fazem os bancos centrais de outros países e menos ainda dar indicações sobre suas próximas ações".  Indagado posteriormente por jornalistas sobre o mesmo assunto, Meirelles afirmou que cada banco central toma suas decisões, fazendo análises conjunturais de cada país e também leva em consideração a inflação futura. "Cabe ao BC tomar atitudes preventivas e hoje o Fed acredita que o risco de recessão supera o de inflação", comentou. Para ele, após a decisão, a equipe do Fed continuará avaliando o processo de desenvolvimento econômico norte-americano. Indagado sobre se a decisão atenua ou põe fim à crise desencadeada no mercado de crédito, Meirelles economizou palavras: "vamos aguardar." Ele também evitou fazer comentários a respeito do impacto da decisão do Fed sobre o câmbio e a inflação no Brasil. Tampouco quis comentar sobre a possibilidade de aumento de fluxo de capitais para o Brasil. "Decisões positivas para o Brasil são as decisões mais certas", limitou-se a dizer.

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