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Meirelles rebate críticas de Alencar sobre competência do BC

Para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o que vai definir a competência da instituição é o sucesso no controle da inflação, especialmente dos próximos dois anos. Essa foi a resposta dele às críticas do vice-presidente, José Alencar, que chegou a questionar a competência do BC para lidar com a taxa de juros. Meirelles disse que encara com naturalidade o falatório dos últimos dias, quando, além de Alencar, vários integrantes do governo opinaram publicamente sobre política monetária e cambial e cobraram uma redução mais rápida dos juros. "Crítica sobre taxa de juros existe em qualquer BC do mundo", afirmou. "O que difere a competência do BC é o resultado", disse, ressaltando que não há unanimidade em nenhum setor. O presidente do BC enfatizou ainda que essa avaliação da competência do BC não se dará apenas pela trajetória da meta ajustada deste ano, mas também pelo desempenho ao longo dos próximos dois anos. Questionado se isso não representava uma confirmação de que a meta ajustada deste ano de 8,5% já teria sido dada como perdida, Meirelles negou que estivesse fazendo essa afirmação. "Na minha observação quanto à inflação, não disse que a definição do sucesso do BC se dará em função da meta ajustada de 2003. Disse que se dará por trazer a inflação para dentro das metas estabelecidas pelo BC não só em 2003 como também em 2004 e 2005", explicou. Em seguida, completou: "não quero antecipar a ata do Copom (que sairá na semana que vem). Não vai haver mudança na meta". Fogo amigoProcurando colocar panos quentes na imagem de racha dentro do governo, Meirelles deu outra interpretação para o fogo amigo, disparado diretamente da vice-presidência nos últimos dias. "Numa leitura cuidadosa, existe uma grande diferença", afirmou, se referindo às declaração feitas por Alencar. "É quase um chamamento para que se trabalhe para redução dos juros, no futuro", completou. Em evento com prefeitos de Minas Gerais, Alencar afirmou que o País está jogando dinheiro pela janela e que não é possível ficar "à mercê desse pessoal que nos colocou no cabresto". E arrematou: "precisamos ver a competência do BC para negociar isso". Na última quarta-feira, após o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) anunciar a manutenção da taxa de juros em 26,5% ao ano, ele voltou a criticar a atuação do BC e disse que daria a mão à palmatória se o BC apresentasse uma "razão convincente" para justificar a manutenção. "Eu tenho dimensão moral para falar isso, por enquanto, nada me convenceu".

Agencia Estado,

22 de maio de 2003 | 17h03

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