Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Meirelles reforça contatos com banqueiros na Suíça

Ministro dedicará maior parte de seu tempo em Davos a encontros paralelos e retorna ao Brasil na quarta-feira para fechar acordo de ajuda ao Rio

Rolf Kuntz, enviado especial

16 de janeiro de 2017 | 20h55

Pela primeira vez o Brasil comparece a uma reunião do Fórum Econômico Mundial com um programa de reformas para resolver velhos problemas de produtividade e competitividade, disse nesta segunda-feira, 16, em entrevista o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Nas duas horas anteriores ele se havia reunido com os presidentes do UBS, Axel W. Weber, e do Lloyds, John Nelson, iniciando uma série de contatos com banqueiros, empresários e representantes de entidades oficiais.

Na quarta-feira à noite o ministro deverá embarcar de volta ao Brasil, para completar a negociação de um acordo com o Estado do Rio de Janeiro, que deve ser assinado na segunda-feira. Se outros Estados tiverem interesse em acordo semelhante, vinculado a um programa de ajuste, o governo federal estará pronto para negociar, afirmou.

O ministro dedicará a maior parte de seu tempo em Davos a encontros paralelos à reunião do fórum. Têm ocorrido, segundo ele, manifestações de interesse e de otimismo em relação ao programa de ajuste e de reformas do governo brasileiro.

Além do controle do gasto público, o programa inclui o enfrentamento de velhos problemas, como o crescente desequilíbrio da Previdência, a rigidez das normas trabalhistas e a complicação da burocracia brasileira. Segundo o ministro, além de suportar o peso da tributação, o empresário perde tempo e recursos com os difíceis procedimentos para cuidar dos impostos. Questões desse tipo, acrescentou, têm sido apontadas em estudos comparativos como o relatório Doing Business, publicado pelo Banco Mundial.

O objetivo da pauta de ajustes e de reformas é destravar o sistema produtivo, afirmou, e até agora houve apoio político necessário à sua implementação. Segundo ele, o desempenho econômico do Brasil será melhor neste que no ano passado.

A comparação dos níveis médios de atividade dos dois anos mostrará evolução pequena, mas a melhora ficará mais evidente, disse, quando se confrontarem os números dos trimestres finais. Isso indicará, segundo o ministro, crescimento em torno de 2%. Meirelles acredita que os primeiros sinais de recuperação devem aparecer na publicação dos números do primeiro trimestre, em abril.

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