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Meirelles reforça política monetária rigorosa

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou que quanto mais resistente for a inércia inflacionária, mais rigorosa será a política monetária. De acordo com ele, a quebra dessa inércia é um processo "penoso e difícil", mas alguns países, como a Espanha e os EUA, conseguiram superá-lo. "Espero que no Brasil a quebra dessa inércia seja menos custosa para a sociedade. Todos nós queremos crescer, queremos juros menores e queremos crédito. Não existe aqui maldade instalada" afirmou o presidente do BC, em resposta ao diretor do departamento de Economia da Fiesp, Roberto Faldini, que fez duríssimas críticas à política de juros do BC, no mesmo seminário sobre os rumos da economia que teve a participação de Meirelles, em São Paulo. Meirelles disse ainda que não existe dúvida de que a taxa de juros é o único instrumento de política monetária do BC para controlar a inflação. Fazendo uma exposição com uma série de gráficos e números, Meirelles explicou aos cerca de 250 empresários que participaram do seminário, que o grande debate hoje no País deveria ser essa questão da inércia inflacionária, onde os preços são reajustados olhando a inflação passada e não com base na inflação futura."De qualquer forma, vamos conseguir sair dessa inércia que claramente subiu muito no Brasil", disse ele. De acordo com o presidente do BC, muitas empresas subiram seus preços com a alta do câmbio, mas não os reduziram com o recuo da cotação do dólar."O fato concreto é que a experiência mostra que, para ter um processo eficaz na estabilidade de preços, podemos fazer de uma forma mais custosa ou menos custosa para a sociedade. Por isso, acredito que todos os agentes formadores de preço não deveriam a olhar a inflação passada", afirmou ele. "Todo mundo reclama. Todo mundo exige. E no agregado, todos nós perdemos", finalizou Meirelles.A política monetária do governo Lula é "agiotagem oficial", acusa diretor da Fiesp.

Agencia Estado,

30 de maio de 2003 | 17h25

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