Meirelles: se houver recessão nos EUA, não será longa

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou na reunião ministerial de ontem que, se houver uma recessão nos Estados Unidos, ela não deverá ser longa. O relato da declaração de Meirelles foi feito ao jornal O Estado de S. Paulo por um dos participantes do encontro. Apesar da avaliação serena, ele alertou que "não se trata de uma crise num país qualquer?. Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou com Meirelles: "Crise americana é crise americana?. Lula orientou sua equipe a continuar fortalecendo o mercado interno, como forma de ampliar a proteção à economia brasileira. A crise internacional foi o primeiro tema a ser discutido na reunião ministerial. Segundo relato de Bernardo, o presidente do BC disse que a crise deve ser acompanhada com "seriedade e serenidade". Ele avaliou que a situação da economia brasileira é hoje "incomparavelmente melhor do que em épocas anteriores?, por causa das reservas de US$ 186 bilhões, dos bons fundamentos econômicos e da baixa dependência dos EUA. Meirelles destacou, ainda, que a economia americana não desempenha mais sozinha o papel de motor do crescimento mundial. Se as economias da Ásia e da Índia não desacelerarem, será um importante contraponto a uma recessão nos EUA. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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