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Meirelles se reúne com Lagarde e vê concordância de diagnósticos com FMI sobre Brasil

Reforma da previdência e teto de gastos públicos foram alguns dos assuntos discutidos em Washington

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2016 | 15h16

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, teve neste domingo seu último compromisso oficial na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, um encontro com a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde.

Na reunião, segundo Meirelles, o tema principal foi o cenário da economia brasileira. O ministro ressaltou para Lagarde que há uma concordância de diagnósticos do governo e do FMI sobre o que precisa ser feito para restaurar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Meirelles falou das reformas estruturais que estão sendo implementadas e de novas medidas que serão enviadas ao Congresso. Segundo o ministro, o encontro foi muito "produtivo".

"Estou encorajada pelo foco e direção destas reformas. Aprová-las em um período razoável ajudará a reforçar a credibilidade do conjunto de políticas macroeconômicas, estimular a confiança na economia e ancorar o retorno para um crescimento mais forte, inclusivo e sustentável do Brasil", afirmou Lagarde em um comunicado.

Lagarde e Meirelles discutiram ainda medidas mais específicas para o ajuste fiscal, incluindo a proposta de um teto que limita a expansão do gasto público, que deve ser votada na Câmara nesta segunda-feira. Outro tema das conversas foi a reforma da previdência. Segundo Meirelles, o governo está acertando os detalhes finais do texto e a proposta deve ser enviada aos congressistas em breve.

O FMI prevê expansão de 0,5% para o PIB brasileiro em 2017, mas economistas da instituição ressaltaram durante o evento que para a economia voltar a crescer é preciso que o ajuste fiscal ande. "Assumimos em nossa previsão para 2017 que a proposta de teto dos gastos deve ser aprovada em breve. Também levamos em conta que haverá algum tipo de reforma da previdência", afirmou o diretor assistente e economista do Fundo, Krishna Srinivasan, a jornalistas na sexta-feira. 

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