Meirelles sugere que meta de inflação de 2005 pode ser 4%

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, explicou que, embora a carta aberta do BC e da Fazenda divulgada em janeiro não cite explicitamente uma meta inflacionária para 2005, está claro que a política monetária passaria a mirar uma trajetória de 2 anos. Ou seja, a meta de 2003, que era de 4% (meta não ajustada), passaria então a ser um alvo para a política monetária em 2005. Meirelles explicou, no entanto, que a meta de 2005 não poderia entrar nesta carta de janeiro porque ela ainda vai ser definida oficialmente na reunião do CMN do final de junho. Indagado sobre se isso significaria que a meta de 2005 será realmente de 4%, Meirelles reiterou que isso ainda será definido no CMN, mas sugeriu que pode ser este número, ou próximo dele, ao comentar que ele é "apropriado para a economia do Brasil". Meirelles havia se referido à meta de 2005 ao afirmar hoje que a carta do BC e da Fazenda previa uma trajetória de queda de inflação até a meta de 2005. Ele disse também que o BC está olhando esta trajetória e que quando a inflação se adequar a esta tendência de forma consistente haverá espaço para queda dos juros. Segundo a carta do BC a que se referiu Meirelles, as metas já definidas pelo CMN são de 4% para 2003 e 3,75% para 2004. As metas ajustadas são de 8,5% em 2003 e 5,5% em 2004. Veja o trecho da carta que fala sobre a busca da meta em dois anos: "A decisão de perseguir uma trajetória de inflação com base nestas metas ajustadas leva em conta que que a política monetária será capaz de fazer com que a inflação convirja para o intervalo de tolerância da meta em dois anos".

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