Meirelles vê economia sólida e despista preferência eleitoral

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o país pode crescer 5 por cento ao ano a partir de 2010, desde que sejam mantidas as atuais diretrizes da política econômica.

REUTERS

19 de dezembro de 2009 | 14h28

"As previsões do mercado para o (crescimento da economia no) próximo ano são de cerca de 5 por cento. Eu acredito que isso é uma taxa que pode se sustentar pelos anos seguintes, mantendo-se uma política monetária, cambial e fiscal responsável", disse Meirelles em entrevista gravada previamente para a GloboNews e transmitida neste sábado.

Meirelles também disse que ainda não tem nenhuma preferência eleitoral específica caso saia candidato em 2010.

"Existe o pedido do presidente da República para que eu fique no BC até dezembro de 2010", reiterou Meirelles. "Nesse momento, não tenho pretensão a nenhuma posição específica".

Entre os cargos para os quais Meirelles (PMDB-GO) está cotado estão a vice-Presidência, o Senado e o governo do Estado de Goiás.

O presidente do BC também afirmou que, caso a retirada do estímulo econômico nos Estados Unidos provoque uma recaída da atividade, o impacto no Brasil deve ocorrer somente após 2010. Ainda assim, disse, com riscos reduzidos para o país devido aos fundamentos econômicos.

"Agora o Brasil está ainda melhor preparado", disse.

Meirelles, no entanto, reconheceu a pequena proporção da poupança interna como um "desafio importante que o país tem que olhar a médio prazo".

Sobre câmbio, o presidente do BC repetiu que não faz projeções, mas comentou que "o dólar está mostrando certo sinal de resistência no mundo". Na sexta-feira, a moeda atingiu o patamar de 1,80 real pela primeira vez desde outubro.

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