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Meirelles vê retomada do crédito após queda em outubro

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, voltou a afirmar nesta terça-feira que a média de concessão de crédito no país caiu em outubro em relação a setembro, mas já começou a se recuperar no fim do mês passado, reagindo às medidas do governo. Meirelles também falou sobre adoção de políticas anticíclicas por países afetados pela crise financeira mundial, mas ressaltou que, em se tratando de política monetária, cada governo deve adequá-la à realidade de sua economia. "Todos temos que fazer políticas anticíclicas, sim, política fiscal, sim, política de liquidez, sim, e cada um tem que adotar a política monetária adequada, sim", afirmou. "As pessoas (países) estão doentes, precisam tratar? Sim, mas o remédio difere para cada um, porque os remédios têm efeitos colaterais." No lado fiscal, os países em boa situação devem aumentar gastos, enquanto os mais frágeis precisam de organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), citou Meirelles. Ele não fez comentários específicos sobre a Selic, mas frisou que a política de juro é uma ferramenta e a política de liquidez é outra. "Hoje temos meta de inflação e temos que prover liquidez." Segundo Meirelles, o crédito chegou no final de outubro ainda com uma queda, "mas uma queda já pequena". "A média do mês ainda é uma queda razoável, mas na ponta ela é menor." NOVA PROPOSTA Meirelles disse também que irá discutir com a equipe jurídica do Banco Central uma sugestão dada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) durante o evento do qual participou nesta tarde. Mercadante pediu que, quando os bancos receberem pedidos de crédito de pequenas e médias empresas tendo como garantia recebíveis de grandes companhias, as instituições financeiras tenham acesso à informação sobre se esses papéis já foram usados anteriormente. "Por que não se cria um dispositivo no qual a grande empresa credora me dê essa informação, se o título foi usado antes? Isso daria mais segurança e agilidade para fazer o empréstimo", sugeriu Mercadante. Meirelles respondeu que "é uma boa idéia". "Vou analisar hoje com o Departamento Jurídico do BC. Isso já está no bojo do cadastro positivo". (Reportagem de Vanessa Stelzer)

REUTERS

11 de novembro de 2008 | 17h02

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