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Melhora do fluxo cambial determina queda do dólar

A busca por ativos de maior risco no exterior também ajudou na queda do dólar ante o real nesta quarta-feira

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

08 de maio de 2013 | 17h05

A melhora do fluxo de dólares para o Brasil nos últimos dias, percebida pelas mesas de operação, e a busca por ativos de maior risco no exterior determinaram a queda do dólar ante o real nesta quarta-feira, 08. Ainda assim, a moeda se manteve acima dos R$ 2,00, em meio à percepção, conforme alguns profissionais, de que este patamar atende tanto exportadores quanto o controle da inflação.

O dólar à vista no balcão fechou em baixa de 0,05%, a R$ 2,0050. Com isso, a moeda americana acumula queda de 1,96% ante o real em 2013. Na cotação máxima desta quarta-feira na abertura dos negócios o dólar à vista marcou R$ 2,007 (alta de 0,05% ante o fechamento da véspera) e, na mínima, às 10h37, atingiu R$ 2,000 (-0,30%).

No exterior, o dólar também recuava em relação ao euro e boa parte das divisas com elevada correlação com commodities. Dados positivos sobre a indústria alemã, o leilão bem sucedido de títulos da Grécia e o superávit comercial da China, acima do previsto, favoreceram a busca por ativos de maior risco, como as ações, em detrimento do dólar. Ainda que a Bovespa patinasse no Brasil, o dólar caiu ante o real durante a maior parte da sessão, embora tenha se reaproximado da estabilidade perto do fechamento.

Também contribuiu para o viés de queda da moeda americana o fluxo verificado nos últimos dias. "O mercado, a curto prazo, está apreciando nossa moeda (o real) por conta do fluxo de dólares, que vem melhorando nos últimos dias", comentou um operador da mesa de câmbio de um grande banco.

Os dados de fluxo cambial até o dia 3 de maio, divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC), corroboraram esta percepção. O BC informou que nos dias 2 e 3 de maio o fluxo ficou positivo em US$ 735 milhões, resultado de um fluxo financeiro positivo de US$ 557 milhões e de um fluxo comercial positivo de US$ 179 milhões.

"Este resultado pode ser reflexo dos IPOs (ofertas públicas iniciais de ações) mais recentes", comentou Maurício Nakahodo, consultor de Pesquisas Econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ. Em abril, a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 3,515 bilhões, no maior resultado positivo para o fluxo cambial desde novembro de 2012 (US$ 4,876 bilhões). No ano, até 3 de maio, o saldo está em US$ 2,151 bilhões.

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