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Melhora do preço da soja compensa perdas com suínos

A tendência de alta dos preços agrícolas, como soja e milho, está ajudando a compensar a queda na cotação do suíno, afetada pelas notícias da gripe. A soja, por exemplo, atenuou as perdas que a fazenda Anália Franco, de Itapetininga (SP), teve com a suinocultura. Com uma produtividade de 3,2 mil kg de soja por hectare - boa para o padrão de terras para a região em cultura não irrigada -, a fazenda vendeu a saca de 60 Kg por R$ 50. "É um um preço excelente", diz o gerente de produção da fazenda, Fernando Chavarelli Galvão.Segundo ele, o mercado de soja respondeu a problemas climáticos ocorridos na Argentina, Uruguai e Paraguai. A expectativa é de uma reação no preço do milho que, na sexta-feira, estava cotado a R$ 20 na região. Na safra de 2008, a saca de milho chegou a R$ 27, mas há duas semanas tinha atingido R$ 18.Os cultivos da segunda safra de milho, a chamada safrinha, sofreram perdas de até 30% por causa da estiagem nas principais regiões produtoras: norte e noroeste do Paraná, centro-sul do Mato Grosso do Sul e sudoeste de São Paulo. A fazenda está em plena colheita do milho safrinha. Galvão estima o custo de produção em cerca de R$ 17 por saca. "O preço precisa subir um pouco mais para ficar bom." A produção de soja e de milho é absorvida, em parte, pela granja de suínos. Os grãos são componentes importantes da alimentação dos plantéis de recria e engorda de suínos. Por essa razão, outros produtores agrícolas da região temem que os efeitos da gripe interfiram na cotação dos grãos.O gerente de produção da fazenda São Paulo, de Itapeva (SP), João Jacinto Dias de Almeida, decidiu reprogramar os plantios em vista da nova conjuntura. "Vou plantar menos milho e mais soja." Com o mercado globalizado, observa, uma seca no Hemisfério Norte, por exemplo, causa grande repercussão aqui.

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