Tim Sloan/AFP
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Melhorar alocação de fatores de produção pode elevar PIB de países, diz FMI

Nova publicação do Fundo Monetário Internacional mostra que aumento substancial da produção de trabalho pode adicionar pontos percentuais ao PIB de emergentes

Ricardo Leopoldo, de Nova York, O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2017 | 14h18

A má utilização de fatores de produção, como capital e trabalho, provoca perdas expressivas de produtividade de países. Uma alocação mais adequada destes recursos gera um aumento substancial da produção por hora de trabalho na elaboração de uma mercadoria ou serviço a ponto de adicionar cerca de um ponto porcentual ao PIB por ano a um universo de 63 países, 54 deles emergentes e 9 economias avançadas, aponta o Fundo Monetário Internacional no capítulo analítico da publicação Monitor Fiscal. O Brasil está entre as nações analisadas neste estudo do FMI.

"A má alocação de recursos (de produção) normalmente é resultado de um grande número de políticas econômicas precárias e falhas de mercado que não permitem a expansão de empresas eficientes e promove a sobrevivência das ineficientes", aponta o documento. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, "reformas estruturais tem um papel crucial" para os países estudados que apresentam baixa produtividade, pois a tendência é de elevar o potencial de crescimento da economia e da atividade das companhias. Entre as reformas, são avaliadas como oportunas as relativas ao mercado de trabalho e à área financeira.

Na avaliação do FMI, um destaque especial deve ser dedicado à atuação dos governos para adotar políticas a fim de incrementar a produtividade de suas economias. Neste contexto, é importante a melhora do sistema de impostos dos países, a fim de estimular empresas que adotem decisões que estejam mais voltadas para elevar a produtividade do que para atender questões tributárias.

Segundo o Fundo, pode ocorrer avanço da produtividade total de fatores se houver um tratamento de tributos que discrimine entre tipos de ativos, fontes de financiamento e características das empresas, como tamanho e número de funcionários. "Disparidades de taxas aplicadas para ativos financeiros afetam decisões de investimentos (das companhias)", aponta.

No caso dos governos de países emergentes, "uma administração de tributos mais forte pode reduzir a injusta vantagem de custos observada por empresas informais que relatam vendas abaixo da realidade às autoridades tributárias." Para todos os países, o Fundo defende certa redução de impostos para as pequenas empresas recentemente abertas. 

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