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Membro do Fed critica incertezas fiscais nos EUA

Existe um limite sobre quanto o Federal Reserve pode fazer para manter os mercados e a economia equilibrados enquanto as autoridades fiscais enfrentarem divergências sobre as finanças dos EUA, alertou Richard Fisher, presidente do Fed de Dallas, em discurso preparado para um evento em Nova York.

AE, Agencia Estado

17 de outubro de 2013 | 09h29

Segundo Fisher, é preciso clareza fiscal e econômica para as empresas tomarem decisões e colocarem em uso todo o dinheiro barato que o Fed tem fornecido. "Nós podemos fornecer o combustível, mas não podemos mexer nos motores do emprego", afirmou. O agressivo programa de estímulos do Fed "não vale nada enquanto as autoridades fiscais divergirem e deixarem todos no escuro sobre como vão solucionar a confusão fiscal que fizeram", disse.

Mesmo depois de o Congresso dos EUA chegar a um acordo ontem para remover o risco de calote na dívida dos EUA no curto prazo, Fisher alertou que adiar uma solução definitiva para o problema por alguns meses "não resolverá a patologia da má administração fiscal que mina nossa economia e ameaça nosso futuro".

Fisher não fez comentários sobre suas perspectivas para a política monetária, mas ele é um conhecido opositor do programa de relaxamento quantitativo do Fed. No discurso, a autoridade afirmou que as compras mensais de US$ 85 bilhões em bônus podem ampliar desequilíbrios.

"Existe um ponto em que a acomodação monetária começa a ser vista não como um estímulo bem-vindo que sustenta bônus, ações e o mercado imobiliário (...) mas como um agente de negligência financeira", disse. Fisher não tem direito a voto no Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) neste ano, mas terá em 2014. Fonte: Dow Jones Newswires.

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