Membros do Fed negam indício de alta de juros

O anúncio feito pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) ontem, de elevação da taxa de redesconto em 0,25 ponto porcentual, para 0,75%, foi seguido por comentários de diversas autoridades do banco central norte-americano para explicar que a decisão não é o prenúncio de uma futura alta na taxa dos juros. As autoridades indicaram que a medida tem como objetivo dar início à retirada da liquidez emergencial concedida aos bancos no auge da crise financeira.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

19 de fevereiro de 2010 | 09h11

Ontem, além de alterar a taxa do redesconto, o Fed trouxe de volta o prazo máximo para os empréstimos na linha do redesconto, que havia sido ampliado para 30 dias em agosto de 2007. Outro efeito das medidas anunciadas pelo Fed é o começo da normalização da diferença entre a taxa de redesconto e a taxa básica de juros (Fed Funds). Com a taxa de redesconto em 0,75%, a diferença para a taxa de juros passou de 0,25% a 0,50%, o que a aproxima do tradicional nível de 1%.

"As mudanças representam mais normalização dos recursos para empréstimos do Federal Reserve", disse Elizabeth Duke, diretora do Fed. "Elas não sinalizam qualquer mudança na perspectiva para a política monetária e não se espera que elas levem a condições financeiras mais apertadas para famílias e empresas", acrescentou.

Dennis Lockhart, presidente do Federal Reserve de Atlanta, afirmou que "não interpretaria essa ação como um aperto da política monetária ou mesmo um sinal de que um aperto é iminente". Para James Bullard, presidente do Fed de St. Louis, a expectativa do mercado de uma alta nas taxas de juros neste ano são exageradas e isso não deve acontecer até 2011. A próxima reunião do Fed está marcada para o dia 16 de março. As informações são da Dow Jones.

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