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Membros do FMI avançam pouco em transferência de poder

Ministros das Finanças conseguiram pouco avanço no domingo em disputa de longa data sobre quanto poder nações ricas devem ceder a países em desenvolvimento no Fundo Monetário Internacional (FMI).

LESLEY WROUGHTON, REUTERS

04 de outubro de 2009 | 17h00

Os 186 países membros do FMI, no entanto, concordaram que a instituição deverá desenvolver um conjunto de princípios até abril para nortear as nações enquanto é preparada a retirada de medidas extraordinárias contra a recessão.

"Nós não estamos fora de perigo, mas estamos chegando lá", disse o ministro das Finanças egípcio, Youssef Boutros-Ghali, chefe do comitê de direcionamento político do FMI.

"Estratégias de retirada estão sendo discutidas, mas elas não estão perto de serem implementadas agora até que seja estabelecida a recuperação da economia mundial."

O FMI, que destinou cerca de 175 bilhões de dólares para empréstimos a países do mundo todo neste ano, diz que vai precisar de mais recursos para administrar a recuperação da economia global e ajudar a prevenir crises futuras.

Mas isso depende da garantia de maior participação a economias emergentes. Se o poder de voto de um membro aumenta, ele tem que aumentar a quantia de dinheiro destinada ao Fundo.

Membros do FMI querem concluir as negociações sobre poder de voto até janeiro de 2011.

"A tarefa de realinhar as cotas com a atual realidade global permanece politicamente complicada", disse o painel do FMI em um relatório no encontro semestral.

Enquanto o comitê apoiou um acordo firmado há pouco mais de uma semana pelo G20 para transferir ao menos 5 por cento das cotas de votos para as economias em desenvolvimento, nações emergentes afirmaram não ser o suficiente.

Grandes economias exigem que países desenvolvidos concedam ao menos 7 por cento de seu poder para nações emergentes como a China.

"Nós podemos apenas esperar que países avançados super-representados vão perceber que eles podem causar grandes danos ao Fundo se tentarem bloquear ou atrasar a reforma das cotas e da participação", disse o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, durante o encontro.

Ele afirmou que o Fundo precisa mudar para "cessar de ser considerado em grande parte uma instituição euro-americana."

A exigência de 7 por cento encontra resistência de países desenvolvidos, particularmente de nações europeias.

O ministro das Finanças da Suécia, Anders Borg, país atualmente na presidência da União Europeia, avisou que a Europa pode se tornar menos generosa em seu apoio financeiro ao Fundo se perder influência sobre ele.

"Participação adequada no processo de tomada de decisões... é um pré-requisito para que os nossos contribuintes continuem a apoiar as grandes contribuições financeiras", disse ele.

AUMENTO DE DEMANDA

Há apenas um ano o FMI estava lutando para persuadir governos de sua importância, mas a crise financeira e a recessão global ampliaram a demanda pelos empréstimos e consultoria que a instituição pode oferecer a países em dificuldades orçamentárias e com queda em investimento e comércio.

Permitir grandes países em desenvolvimento terem um papel mais importante no FMI pode assegurar bilhões de dólares em novas contribuições para a organização.

O chefe do Fundo, Dominique Strauss-Kahn, pediu na sexta-feira por um impulso nos recursos para empréstimos --cerca de 1 trilhão de dólares-- para assegurar países em desenvolvimento de que eles poderão receber ajuda durante crises. Ele argumentou que isso iria encorajá-los a parar de acumular reservas em moeda estrangeira e levar a uma economia global mais equilibrada.

Mas a China, o Brasil e a Índia disseram que qualquer aumento em suas contribuições deve estar atrelado a mudanças no poder de voto.

A China disse no domingo que as contribuições poderiam ser ajustadas automaticamente para refletir as mudanças no tamanho das economias.

O G20, que está tomando a liderança na administração da recuperação global, pediu ao FMI que ajude a assegurar um crescimento global mais equilibrado informando o grupo sobre políticas de países e recomendando mudanças.

A China quer que as atividades do FMI sejam reformadas ainda mais. O representante do país no encontro, o vice-presidente do Banco Central Yi Gang, disse que o FMI deveria reforçar a supervisão dos fluxos internacionais de capital e promover uma estabilidade relativa de grandes reservas de moeda.

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