Memorando com FMI não exige novas privatizações

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, explicou que o quadro do memorando técnico de entendimento assinado pelo Brasil com o FMI, que cita estimativas de receitas com privatização e o reconhecimento de dívidas serve apenas para fazer o ajuste no cálculo da dívida líquida. "Não representa nenhum compromisso de privatizar ou de reconhecer esqueletos", esclareceu.A previsão de receita com privatizações é de R$ 4,076 bilhões de janeiro a dezembro de 2002; R$ 7,076 bilhões de janeiro a dezembro deste ano; R$ 79 milhões de janeiro a junho de 2003 e R$ 882 milhões de janeiro a setembro de 2003. Já o reconhecimento de passivos vai de setembro deste ano a setembro de 2003, da seguinte forma: até o fim deste ano, R$ 22,146 bilhões e, em 2003, R$ 2,965 bilhões de janeiro a março, R$ 5,544 bilhões de janeiro a junho e R$ 8,847 bilhões de janeiro a setembro.Bier informou que no novo acordo firmado entre o Brasil e o FMI foram utilizadas as mesmas projeções de crescimento e valor do PIB para 2002 e 2003 contidas na proposta de orçamento da União encaminhada ao Congresso na semana passada. Para 2002, a estimativa do governo é de que o PIB ficará em R$ 1,297 trilhão, com um crescimento econômico de 1,5%. Para 2003, a projeção de crescimento econômico é de 3%, o que elevaria o PIB para R$ 1,413 trilhão.

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