Menos de 10% dos bancários aderem à greve em SP

Banqueiros apresentaram proposta de reajuste de 6%, proposta que passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real

Beatriz Bulla, da Agência Estado,

18 de setembro de 2012 | 14h16

SÃO PAULO - Cerca de 13 mil bancários de São Paulo participaram das paralisações da categoria nesta manhã, segundo levantamento do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Sem sucesso nas negociações da campanha salarial, os trabalhadores entraram em greve hoje em todo o País por tempo indeterminado. Ao todo, 402 locais de trabalho fecharam nesta manhã na base do sindicato.

A categoria tem cerca de 500 mil funcionários no País e 138 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Os 13 mil trabalhadores representam, assim, pouco menos de 10% da força de trabalho da categoria.

Os banqueiros apresentaram proposta de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real. "A categoria lamenta a falta de comprometimento dos banqueiros, que têm condições de propor reajuste adequado aos trabalhadores, mas preferiram forçar a greve", disse a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, em nota distribuída à imprensa.

Antes de iniciar a greve, os bancários realizaram duas assembleias gerais, no dia 12 e no dia 17. "Fizemos nove rodadas de negociação com a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) e eles foram irredutíveis no reajuste de 0,58%, bem abaixo da média (2,23%) oferecida pelas categorias que fecharam acordo no primeiro semestre, que têm rentabilidade bem inferior aos bancos", completou Juvandia.

Em entrevista ontem à Agência Estado, o diretor de Relações de Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, disse que a instituição estava disposta a negociar, mas não poderia dar "grandes saltos", considerando a instabilidade econômica de 2012.

Na quinta-feira, às 16h, os bancários farão nova assembleia para decidir os rumos da mobilização. A categoria tem cerca de 500 mil funcionários no País e 138 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. 

Bahia

Na Bahia, como prometido pelo Sindicato dos Bancários, não houve atendimento, nesta terça-feira, 18, nas agências localizadas nas principais vias e bairros das maiores cidades baianas. Em Salvador, muitas agências localizadas no centro da cidade e na região do Caminho das Árvores, considerado o centro financeiro da capital baiana, tiveram os acessos bloqueados por faixas e fitas adesivas colados do lado de fora, o que impossibilitou o acesso aos caixas eletrônicos.

Sem opção, os soteropolitanos correram às agências lotéricas para pagar as contas, causando grandes filas nos guichês. No início da tarde, a lotérica instalada no Shopping Iguatemi, o mais movimentado de Salvador, por exemplo, registrava fila de mais de uma hora para atendimento.

Pernambuco

A greve dos bancários de Pernambuco teve início com maior adesão que no ano passado e a tendência é se fortalecer ainda mais. A avaliação foi feita na tarde desta terça-feria, 18, pela presidente do sindicato dos bancários no Estado, Jaqueline Mello. "Surpreendeu a adesão dos bancos privados no Recife e região metropolitana", afirmou ela, ao destacar que das 65 agências - públicas e privadas - localizadas em seis bairros da área central da capital, apenas uma agência privada funcionou.

Nos subúrbios do Recife, a maioria das agências de bancos particulares abriu. "Estamos esperando a vinda do sindicato para fechar", informou Bruno Lucas, gerente de uma agência do Bradesco na Estrada do Arraial, bairro de Casa Amarela, zona norte do Recife.

Pernambuco tem um total de cerca de 500 agências bancárias. Segundo Jaqueline, é de cerca de 80% a adesão dos bancos públicos em todo o Estado. Este porcentual chega a quase 100% no Recife e região metropolitana. Em relação aos bancos privados, ela estima que a adesão em todo o território pernambucano é de 40%, chegando a 50% na capital e área metropolitana.

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