Menos demissões nos EUA não empolgam e Ibovespa recua 0,2%

Uma desaceleração surpreendente no ritmo de demissões nos Estados Unidos em maio ergueu mas não sustentou o ânimo dos investidores da Bovespa, que fechou a sexta-feira em leve baixa depois de um dia volátil.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

05 de junho de 2009 | 18h38

Após subir mais de 2 por cento logo nos primeiros minutos da sessão, o Ibovespa passou a reproduzir a instabilidade de Wall Street, até fechar em baixa de 0,23 por cento, aos 53.341 pontos. Mas na semana o índice guardou valorização de 0,27 por cento.

O giro financeiro da sessão foi de 4,86 bilhões de reais.

A notícia de que o mercado de trabalho norte-americano eliminou 345 mil empregos em maio, a menor redução desde setembro e bem abaixo dos 520 mil cortes previstos por analistas, produziu interpretações desencontradas no mercado.

"Parte dos investidores preferiu realizar lucros com ações", disse Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.

O equilíbrio entre avaliações animadoras enxergando o arrefecimento da recessão e outros mais céticos já antevendo um ciclo de alta de juros nos EUA a partir de 2010, se fez presente no fechamento desencontrado dos índices de Wall Street.

Dow Jones subiu 0,15 por cento, enquanto o Standard & Poor's 500 recuou 0,25 por cento.

Tendo como pano de fundo a valorização do dólar frente a outras moedas, os investidores partiram para a realização de lucros com ações.

DESTAQUES

No Ibovespa, o fiel da balança foi a queda da blue chip Petrobras e de bancos, de grande peso na carteira. A ação preferencial da petroleira recuou caiu 0,3 por cento, para 33,98 reais.

O setor financeiro perdeu fôlego sob liderança de Banco do Brasil, que recuou 2,46 por cento, a 21,80 reais. Bradesco, que pela manhã anunciou a compra do Banco ibi por 1,4 bilhão de reais em ações, cedeu 0,77 por cento, a 29,73 reais.

O escudeiro do Ibovespa no dia foi o setor de metais, com destaque para a ação ordinária da Usiminas, que saltou 5,3 por cento, para 39,10 reais, liderando os ganhos das siderúrgicas.

O papel preferencial da Vale ganhou 0,25 por cento, a 32,50 reais, no dia em que a corretora Itaú elevou o preço-alvo da ação para o final de 2009.

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