Menos instabilidade no cenário externo

A alta das bolsas norte-americanas e a volta de rumores sobre uma possível melhora no rating para o Brasil por parte das agências internacionais de classificação de risco melhoraram, em parte, o humor dos investidores no mercado financeiro. Porém, não foram suficientes para atrair novos recursos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava, há pouco, em alta de 2,10%. O volume negociado, contudo, continua muito baixo - R$ 183 milhões. Hoje, a SR Rating anunciou a melhora da classificação de risco soberano do Brasil para a dívida em moedas estrangeiras e para o crédito interno. No caso das dívidas externas, a classificação passou de BB-, nota atribuída no mês de março, para BB em setembro. No que diz respeito ao risco de crédito dos títulos do Governo Federal, a classificação foi melhorada em dois pontos, passando de BB- para BB+. Os investidores continuam aguardando a reavaliação das agências Moody´s e Standard & Poor´s.A melhora da imagem do País no cenário internacional já pode ser percebida. Ontem o Brasil voltou a captar recursos no mercado europeu por meio da emissão de papéis com vencimento em sete anos. A operação somou mais de 250 milhões em euros. O rendimento que será pago nos títulos é de apenas 4,41% acima da taxa de juros dos títulos emitidos pelo Tesouro da Alemanha ( 5,29% ao ano).Bolsas norte-americanas em altaNo cenário internacional, as bolsas operam do lado positivo. A Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - está em alta de 0,54%. O índice Dow Jones - que mede a valorização das ações de empresas mais negociadas na Bolsa de Nova York - registrava alta de 1,10% no início da tarde. O preço do barril do petróleo continua estável e ajuda a trazer tranqüilidade para o mercado. Há pouco, o preço do barril do produto bruto do tipo Brent para entrega em novembro permanecia estável em Londres -US$ 31,08. O banco central norte-americano (FED) continua reunido para definir a tendência para a taxa de juros no país. A expectativa é que os juros fiquem estáveis em 6,5% ao ano. Juros e câmbioA melhoria do quadro externo também refletiu de forma positiva no mercado de juros. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,980% ao ano, frente a 17,090% ao ano registrados ontem. O dólar manteve-se estável durante a manhã. No início da tarde, a moeda norte-americana era cotada a R$ 1,8480 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,41% em relação aos últimos negócios de ontem.

Agencia Estado,

03 de outubro de 2000 | 15h33

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