Menos nervosismo no mercado

Com a expectativa de manutenção das taxas de juros nos Estados Unidos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) manteve-se em alta durante a manhã. Caso as perspectivas para a decisão do banco central norte-americano (FED) se confirmem, as bolsas nos Estados Unidos e Brasil devem apresentar bom desempenho hoje. A decisão do FED sai logo mais, às 15h15. Enquanto isso, a Bovespa opera em alta de 1,92%.No mercado de juros, as taxas recuaram mais um pouco, por conta da diminuição dos temores em relação à situação econômica da Argentina (veja mais informações no link abaixo). O país vizinho fez mais uma emissão de títulos no mercado externo, captando US$ 567 milhões, desta vez no Japão. Há pouco, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 16,950% ao ano. No mercado de câmbio, a moeda norte-americana iniciou a tarde cotada a R$ 1,8180 na ponta de venda dos negócios. Uma queda de 0,22% em relação aos últimos negócios de ontem.Copom ainda divide opiniõesA melhora de perspectiva em relação ao principal parceiro do Brasil no Mercosul deixou ainda mais acirrada a divisão do mercado sobre o resultado do Comitê de Política Monetária (Copom), amanhã. Os analistas que apostam em uma manutenção da taxa básica de juros - Selic - em 16,5% ao ano indicam o repique da inflação, a pressão de alta no preço do petróleo e as incertezas em relação à Argentina como os motivos principais para a cautela.Porém, existem analistas que acreditam ser esse o momento mais adequado para a redução da Selic. Os motivos são o sucesso da troca de títulos da dívida brasileira - bradies - por bônus globais de 40 anos, a pulverização das ações da Petrobras e a expectativa de melhora do rating da dívida externa do Brasil.Nesse ambiente, o mercado financeiro mostrou também forte procura pelos títulos prefixados ofertados pelo Tesouro Nacional nessa manhã. De acordo com operadores, perto do horário de encerramento para as ofertas dos investidores, a taxa de consenso para 1,5 milhão de papéis com prazo de 189 dias estava entre 16,62% ao ano e 16,65% ao ano. Para os 1,5 milhão de títulos com prazo de 406 dias, a taxa estava entre 17,05% ao ano e 17,10% ao ano.

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