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Mensagem é de tranqüilidade, diz CE sobre mercados

Presidente da Comissão Européia se diz confiante com a economia do continente e cita aumento do emprego

ADRIANA CHIARINI, Agencia Estado

10 de agosto de 2007 | 14h50

O presidente da Comissão Européia, João Manuel Durão Barroso, disse nesta sexta-feira, 10, que "a mensagem que tenho a dar sobre a economia global é de tranqüilidade", referindo-se às incertezas sobre o segmento de crédito que afetam os mercados financeiros. Ele afirmou estar confiante com a economia européia e citou que os empregos estão aumentando e que a Europa vai crescer mais do que os Estados Unidos.   Veja também: Entenda os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA  Veja o fechamento dos mercados  Entenda a queda das bolsas Fed injeta US$19 bilhões na maior operação em 4 anos BC injeta 61 bi de euros para conter queda no mercado europeu Bolsas asiáticas acompanham crise dos EUA e fecham em queda Apesar da turbulência, ainda não há crise, diz Mantega Tensão global afugenta estrangeiros e dólar sobe 1,7%   Barroso destacou que "as bases econômicos na Europa são sólidas e que a entrada dos países do Leste Europeu na União Européia tem sido extremamente positiva para todos nós".   Em relação à atuação do Banco Central Europeu ofertando liquidez aos mercados, Barroso afirmou: "nós respeitamos a independência dos Bancos Centrais".   Doha   O presidente da CE também comentou as negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), dizendo que "a União Européia poderá fazer um esforço adicional" para sua conclusão. Ele explicou que da parte da União Européia, essa iniciativa seria nos produtos agrícolas, mas ressaltou que outros países também devem melhorar suas propostas e "não apenas na área de agricultura".   Ele ressaltou que a Rodada de Doha, tal como está agora constitui avanço em relação à Rodada do Uruguai, e disse que seria uma pena perder o que já está na mesa. "Muitas vezes tem sido apresentado o argumento, não pelo Brasil mas pelos outros países, que só se aceita Doha se o acordo for muito mais ambicioso", disse Barroso, criticando essa posição. Para ele, "o ótimo é inimigo do bom. O péssimo seria não fecharmos Doha".   Ele considera que se o acordo não for realizado ainda em setembro, em outubro será mais difícil e depois disso, só após alguns anos. Ele explicou que em 2008 haverá eleições nos Estados Unidos, e depois em outros países, o que deve dificultar as negociações.   Barroso insistiu em que vários setores como indústria e serviços devem ser negociados, e não só agricultura, o setor que, para os países emergentes, inclusive o Brasil, mais interessa a abertura. "Se se insiste na idéia de que a Rodada de Doha é só agrícola, não há Rodada de Doha", afirmou.   Em palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), Barroso disse que "o Brasil é um dos países com maior interesse em fechar as ofertas que já estão na mesa". De acordo com ele, o País deve ter a responsabilidade também de abrir mais seu mercado. Barroso disse ainda que deve-se avançar na integração da América Latina e citou que entre os 27 países da União Européia não há barreiras.

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