Mensalidades escolares seguirão inflação

A inflação anual determinará os reajustes das mensalidades escolares da rede particular de ensino de São Paulo para o próximo ano. Em geral, as escolas deverão repassar para as mensalidades o aumento salarial dos professores, que tende a não ultrapassar a inflação acumulada este ano. As previsões sobre o índice anual, no entanto, diferem.O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp) recomenda à direção das escolas um reajuste de 8%. Segundo o presidente do Sieeesp, José Augusto de Mattos Lourenço, os reajustes dos seguros educacionais oferecidos pelas escolas - que garantem o pagamento das mensalidades em caso de desemprego ou falecimento - poderão fazer o reajuste ser maior. Já o aumento previsto pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) para 2001 deve seguir a inflação e ficar por volta dos 5,7%. Para o diretor da CNA Consultores Associados, João Paulo Nogueira, o índice estará entre 7% e 7,5%. Como as mantenedoras têm total liberdade para calcular os aumentos, os pais precisam estar atentos à planilha de custos apresentada como justificativa. O diretor do Colégio Friburgo, Ciro Figueiredo, acredita que ainda é muito cedo para se falar em mensalidades. "Precisamos do índice real de inflação e das reservas de vagas para calcular os custos", explica o diretor.

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