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Mercadante confirma negociação com FMI

O líder do governo no Senado Federal, senador Aloizio Mercadante, confirmou que o governo brasileiro já está negociando um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele disse que só interessa ao governo um acordo "em novas bases". "O governo brasileiro está negociando, pretende e vai negociar à exaustão", disse o senador em entrevista após participar do Congresso Brasileiro de Economistas. "A nossa disposição é negociar e dialogar e buscar um acordo em novas bases", acrescentou. Ele afiormou ainda que "é fundamental que nesse novo acordo o Brasil assegure condições para o crescimento da economia. Só interessa um acordo com o Fundo que dê espaço para o crescimento", disse, acrescentando que é preciso mudar as regras que restringem os investimentos e as políticas sociais. Mercadante alertou que se não houver acordo nessas bases, o "País deve correr o risco e andar com as próprias pernas".Parceria exitosaAloizio Mercadante disse ainda que o governo brasileiro está oferecendo ao Fundo Monetário Internacional a possibilidade de uma parceria "exitosa" na América Latina, com a possibilidade de negociação de um novo acordo em bases novas. "Vamos explorar até o limite da exaustão as negociações", disse Mercadante. "O fundo pode ter uma experiência exitosa na América Latina com o Brasil. Isso é muito importante para o fundo com a crise e os ataques que ele recebe hoje", disse Mercadante, durante o Congresso Brasileiro de Economistas em Brasília. Mercadante ressaltou que o fundo teve no passado recente "retumbantes fracassos", que conduziram a América Latina a situações difíceis. Segundo o senador, o debate político atual em torno do fundo coloca em cheque a sobrevivência da instituição. Ele disse que na negociação de um novo acordo é preciso discutir "conceitos" e garantir condições de crescimento econômico, dentro de um quadro de responsabilidade fiscal para que o País possa continuar diminuindo o endividamento do setor público. "Precisamos discutir o conceito de investimento", afirmou ele, ressaltando que não é possível que os países desenvolvidos imponham critérios de que todo investimento tem de ser contabilizado como gasto público. Mercadante lembrou que o fundo trabalha com os países da Europa com metodologia diferente, na qual só é contabilizado como investimento a depreciação do capital.

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