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Mercadante diz que decisão de agência reconhece esforço do País

Segundo ministro, o Brasil precisa do ajuste fiscal para a retomada do crescimento e da estabilidade

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2015 | 02h05

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse ontem que a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) de manter a nota de crédito do Brasil dentro do patamar considerado grau de investimento é um reconhecimento ao esforço do País e do governo na aprovação do ajuste fiscal.

"As agências de risco têm alguma importância para o mercado financeiro. Já cometerem erros no passado, mas elas são um sinalizador a que o mercado presta atenção. Portanto, é evidente que é um fato positivo para o País manter o grau de investimento, agora o fato de ser positivo não diminui a nossa responsabilidade", disse Mercadante, depois de participar de audiência com a presidente Dilma Rousseff e outros 11 ministros no Palácio do Planalto.

"Porque, para além das agências, o Brasil precisa do ajuste fiscal. Precisa olhar para as contas públicas com toda a dedicação", afirmou o ministro. "Quanto mais rápido fizermos o ajuste, mais rápido voltaremos a crescer."

A decisão da S&P foi tomada 17 dias depois de uma missão da agência deixar o Brasil, onde se reuniu com autoridades da equipe econômica, lideranças políticas e expoentes do setor privado. "Vocês (dirigindo-se a jornalistas) viram ontem (segunda-feira) que foi uma notícia importante: a Standard & Poor's manteve o grau de investimento do Brasil. Manteve o grau de investimento exatamente reconhecendo o esforço do País e do governo na questão do ajuste fiscal. Por que é que é importante o grau de investimento? Porque temos uma liquidez muito grande no mercado internacional."

"A Europa está colocando € 60 bilhões por mês no mercado pelo Banco Central Europeu. Essa liquidez pode vir para o Brasil. Somos a sétima economia do mundo, temos programas de infraestrutura, de investimentos muito importantes."

Mercadante destacou que o ambiente econômico depende da confiança dos investidores brasileiros e internacionais. "Por isso esse ajuste é indispensável, é absoluta prioridade do governo e é assim que o governo vê. Todos os ministros estão comprometidos com o ajuste", observou o titular da Casa Civil.

Ele negou que o governo esteja disposto a ceder e mudar as medidas provisórias 664 e 665, que mexem nos direitos trabalhistas. Segundo o ministro, o governo "vai lutar com todos os argumentos" para que o ajuste fiscal seja aprovado no Congresso. "O governo tem convicção de que as medidas têm consistência e são indispensáveis para o País. Elas têm um sentido estratégico para retomada do crescimento e a estabilidade do País", afirmou o ministro.

De acordo com Mercadante, "não procedem as informações de que o governo esteja flexibilizando o ajuste".

No dia seguinte ao indiciamento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, na operação Lava Jato, Mercadante negou que o governo tenha tratado disso nas reuniões de coordenação política de ontem e hoje. "O governo só discute a agenda do governo", garantiu. /RAFAEL MORAES MOURA, RICARDO DELLA COLLETA e LISANDRA PARAGUASSU

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