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Mercadante: fundos de pensão precisam 'sair do armário'

"Os fundos de pensão no Brasil precisam sair o armário". A frase foi dita pelo senador Aloisio Mercadante (PT-SP), ao propor que as instituições de poupança programada do País sejam mais atuantes para o desenvolvimento econômico e social da população. Na avaliação do parlamentar, os fundos de pensão geralmente apresentam uma posição "defensiva", pois a sua atuação junto à sociedade ficou limitada às suspeitas e questionamentos sobre a gestão de tais instituições. Os comentários foram feitos durante seminário internacional com dirigentes de fundos de pensão, realizado hoje em São Paulo e promovido pela Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

19 de março de 2009 | 15h28

"Os fundos de pensão têm papel primordial e estratégico no País, pois podem ser um instrumento ainda maior para a expansão econômica nacional", afirmou. O parlamentar acredita que essas instituições, que são dotadas de patrimônios milionários, devem fazer investimentos produtivos que garantam a segurança dos aposentados e dos trabalhadores, dado que a longevidade da população está aumentando e se aproximando de parâmetros de alguns países desenvolvidos europeus.

Mercadante ressaltou que a crise financeira internacional também produz oportunidades de negócios seguros para os fundos de pensão em uma conjuntura mundial que será marcada por melhor regulação dos investimentos ou da aplicação de capitais por grupos empresariais, inclusive do setor financeiro.

O senador paulista destacou que tem muitas dúvidas sobre as perspectivas de grandes bancos internacionais que foram fortemente atingidos por problemas de alavancagem excessiva relativas a aplicações em derivativos e mercado imobiliário nos EUA. Ele citou o caso do Citibank, cujo valor de mercado caiu de US$ 258 bilhões antes do agravamento da crise no ano passado para menos de US$ 4 bilhões há duas semanas. "Não sei se esses bancos ainda vão existir. No melhor dos cenários, eles vão levar um bom tempo para retornar ao mercado e conceder crédito", comentou.

Mercadante defende aperfeiçoamentos regulatórios relacionados aos fundos de pensão. "Eu fiz um projeto polêmico, e aceito sugestões, que trata da seguinte questão: membros da diretoria e do conselho (de administração) dos fundos de pensão devem pertencer à categoria beneficiária. É preciso acabar um pouco com essa intervenção dos partidos políticos de querer aparelhar os fundos por razões que eu prefiro também não comentar", afirmou.

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