Mercadante promete medidas para estimular indústria na primeira semana de dezembro

Mercadante promete medidas para estimular indústria na primeira semana de dezembro

Equipe presidencial monta força-tarefa para criar uma agenda positiva em contraposição às notícias negativas da operação Lava Jato da Polícia Federal

Laís Alegretti e Nivaldo Souza , O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2014 | 10h36

BRASÍLIA - Em mais uma ação para sinalizaraproximação com o setor industrial, o ministro-chefe da Casa Civil, AloizioMercadante, anunciou nesta quarta-feira, 19, o início das atividades dos grupos de trabalho que vãoelaborar propostas de medidas de estímulo ao setor.

O anúncio também vem em umcontexto de preocupação da presidente Dilma Rousseff com a repercussão dasinvestigações da Operação Lava Jato, o que levou a equipe presidencial a montaruma força-tarefa para criar uma agenda positiva. 

Na abertura dos trabalhos, oministro destacou que o governo "tem que governar, tem que entregar, tem queresolver" e ressaltou que "governo que continua e pode mudar é melhor do que oque simplesmente pode mudar".

Mercadante repetiu o discurso de que ocenário internacional exigirá cada vez mais esforço em relação àcompetitividade. "A crise internacional exige atitude mais rápidas paraenfrentar gargalos", disse.

"O País precisa responder a este cenário".Mercadante defendeu que o governo manteve superávit primário elevado nos últimosanos, disse que o mercado interno foi essencial para enfrentar a crise e que énecessário avançar nas Parcerias Público-Privadas (PPPs) para atrairinvestimentos privados.

Com representantes dos ministérios e do setorprodutivo, os grupos trabalharão em iniciativas que contemplem as áreas deinfraestrutura, desburocratização, comércio exterior, compras governamentais einovação. Os grupos têm até a primeira semana de dezembro para apresentarempareceres.

Mercadante falou sobre a necessidade de agilizar marcoregulatórios dos portos e defendeu aceleração das obras ligadas ao fornecimentode energia elétrica. Falou, ainda, que é preciso melhorar as condições demobilidade urbana.

Também presente no evento, o ministro doDesenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, disse que a agendade discussão reflete um momento desafiador da economia brasileira e da indústriado País. 

"O mais importante dessa agenda é que ela define e aponta rumos. Não éuma agenda simplesmente de lamentação ou de crítica ao governo, ela olha para ofuturo e é fortemente propositiva". Borges disse, ainda, que o governo temconhecimento profundo de cada uma das medidas propostas pela ConfederaçãoNacional da Indústria (CNI).

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior,defendeu a continuidade do trabalho de interlocução "muito próximo" ao setorempresarial no País e disse que o governo pretende mergulhar nas propostas daCNI. "Acho que é o momento adequado para entrarmos em 2015 com uma agenda muitobem definida e com medidas concretas e o processo de implantação dessasmedidas", disse.

O presidente da Câmara de Políticas de Gestão,Desempenho e Competitividade, Jorge Gerdau. defendeu que sociedade e governotenham ação conjunta para atacar os fatores de competitividade. "O mundotrabalha hoje em todos os campos, procurando a máxima eficiência", disse. "Paraatingir patamares de competitividade, isso exige que trabalhemos todos osíndices que compõem nosso custo."

O presidente da Confederação Nacionalda Indústria (CNI), Robson Andrade, elogiou a iniciativa do governo e apresentouperspectivas positivas. "Tenho certeza de que a indústria brasileira a partir dotrabalho que iniciamos hoje terá um caminho diferente do que temos trilhadosnesses dois últimos anos, de dificuldade de crescimento, investimento ecapacidade de inovação", disse. 

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