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Mercadante volta a defender ampliação da meta de inflação

Apesar de o diretório nacional do PT ter aprovado um documento apoiando a política econômica do governo Lula, o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT), voltou a defender neste sábado a ampliação a meta da inflação para o próximo ano, de 4,5% para 5,5% com 2,5 pontos porcentuais para baixo ou para cima. Em junho o Conselho Monetário Nacional (CMN) vai se reunir para definir as metas da inflação para 2005 e 2006. Ele garante que a proposta encontra apoio no partido.Segundo o senador, um ponto a mais na meta da inflação significaria um crescimento de 0,4% no PIB. "Se a expectativa hoje é de um crescimento de 3,5% do PIB, poderíamos crescer acima de 4% se a meta de inflação fosse maior", disse. Para o senador, a atual meta de 5,5% para 2004 é boa porque prevê uma taxa mínima de inflação de 3% e uma máxima de 8%. "Em toda a história do País só tivemos inflação abaixo de 5,5% por duas vezes, na década de 40", disse. Mercadante defende também a continuidade da redução da taxa básica de juros.Apesar das reivindicações, o senador elogiou a condução da política econômica feita pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci e citou o aumento de empregos de carteira assinada na indústria paulista em março, o superávit na balança comercial e o superávit primário. Mercadante destacou ainda que a taxa real de juros, descontada a inflação, esta em 9,05% ao ano. "Quando se tira desta taxa de juros real 2% de impostos que são pagos sobre os títulos públicos, o juros real situa-se em 7%", calcula o senador.Ele considerou exagerado os rebaixamentos do Brasil adotado por dois bancos norte-americanos esta semana. O senador disse que os fundamentos da economia brasileira são sólidos e os bancos aproveitaram o momento em que o Brasil pagava US$ 5,1 da dívida externa bilhões para operar no mercado.

Agencia Estado,

17 de abril de 2004 | 20h45

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