Mercadante volta a defender meta de inflação de 5,5%

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu hoje, durante audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, a tese de implementação de uma meta de inflação de médio prazo de 5,5% com bandas de variação. Ele não quantificou as bandas. O assunto já havia sido defendido pelo senador, na semana passada, durante audiência pública na mesma comissão com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Citando o economista norte-americano David Trumman, que foi membro do conselho de economia do governo dos Estados Unidos, Mercadante afirmou que taxas de inflação de dois dígitos prejudicam o crescimento econômico de um país, assim como inflação abaixo de 5% anuais. Segundo ele, a banda ideal para a taxa de inflação é de 5% a 9% ao ano. O argumento apresentado pelo senador de uma meta de inflação de 5,5% foi baseado também no histórico inflacionário do País. Segundo ele, o Brasil em toda a sua história só conseguiu registrar uma inflação anual abaixo de 5,5% em 1947 e 1998. "Uma meta abaixo de 5,5% é extremamente ambiciosa". Exemplo do Chile "O tamanho da meta de inflação pode comprometer o crescimento", disse o senador, dando como exemplo a economia do Chile. Segundo ele, o país vizinho levou oito anos para reduzir a inflação anual de 26% para 6% e, neste período, teve taxa média de crescimento do PIB de 8,2% ao ano. Agora, quando o Chile reduz a inflação de 6% para 2,5%, a taxa de crescimento do PIB tem ficado abaixo de 2,5%. Na avaliação de Mercadante, os próximos dois meses representam um tempo suficiente para um debate saudável sobre as metas de inflação que o Brasil poderá fixar para 2005 e 2006. Ele referia-se à reunião do Conselho Monetário Nacional de junho, quando a meta de 2005 será ratificada (ou alterada) e a de 2006, definida.

Agencia Estado,

30 Março 2004 | 14h58

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