Mercado acalma-se um pouco e antecipa eleição

Os mercados vêm apresentando uma tendência de recuperação nos últimos dias. Só a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mesmo com a ligeira queda no fechamento de terça-feira, acumula alta de 17,1% nos últimos seis pregões e está operando próxima dos 10.000 pontos, com volumes de negócios muito elevados. O dólar também chegou a R$ 3,80 terça-feira, o que não ocorria há muitos dias. Os níveis ainda são muito pessimistas, mas o mercado pode estar começando a acalmar.Os investidores estão antecipando os resultados das eleições, esperando vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e reverteram as expectativas catastrofistas relação ao próximo governo. Agora, o que está afetando mais os negócios são os pronunciamentos dos principais membros do PT a respeito de política econômica e administração pública. Confirmado o resultado das eleições na segunda-feira, todas as atenções estarão voltadas para a equipe de transição, nomes, votações no Congresso e indicações do alto escalão petista. Se o novo governo conseguir acalmar o mercado rapidamente, analistas esperam recuperação das cotações. Até agora, pelo menos, os pronunciamentos reiterados de que não serão medidos esforços para manter uma administração pública responsável e para acalmar os mercados, têm agradado.Mas o clima ainda é de muita cautela, e a recuperação é pequena em face do enorme pessimismo que tomou conta dos mercados nos últimos meses. Além disso, há uma forte concentração de vencimentos cambiais até o final do ano, o que pode voltar a pressionar o mercado de câmbio. O próximo já é no dia 1o de novembro, de cerca de US$ 2 bilhões.Uma notícia positiva, ainda que sem impacto imediato nos negócios é a melhora das contas externas, com aumento significativo do saldo comercial. Assim, reduz-se muito a dependência de financiamento externo, num momento de pouco crédito internacional. E os investimentos diretos estrangeiros continuam fluindo, apesar das turbulências dos mercados nos últimos meses. No longo prazo, esses movimentos da economia real trazem alguma estabilidade e tendem a limitar as altas do dólar.MercadosO dólar comercial foi vendido a R$ 3,8000 nos últimos negócios do dia, na mínima do dia, em baixa de 2,81% em relação às últimas operações de terça-feira. A máxima do dia foi de R$ 3,9000. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 23,080% ao ano, frente a 23,000% ao ano terça-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,42% em 9799 pontos e volume de negócios bastante alto, de R$ 994 milhões. Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 2,08% (a 8317,3 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -caiu 1,63% (a 1298,71 pontos). O euro fechou a US$ 0,9784; uma alta de 0,41%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em alta de 0,25% (434,88 pontos). O dólar para venda fechou a $ 3,57 pesos.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2002 | 08h06

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