Amanda Perobelli/Estadão - 18/2/2017
Amanda Perobelli/Estadão - 18/2/2017

Mercado acompanha divulgação do IPCA-15 e temporada de balanços

Estimativas para a inflação na primeira quinzena do mês estão perto de zero; resultado deve reforçar um cenário favorável a um corte na taxa básica de juros na semana que vem

O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 08h58

Em manhã de bons resultados no exterior, a divulgação do IPCA-15 de julho na manhã desta terça-feira, 23, deve reforçar um cenário favorável a um corte de 0,50 ponto porcentual da Selic, a taxa básica de juros, na reunião do Copom da semana que vem, para 6,00% ao ano. 

De acordo com os analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, a estimativa para a inflação na primeira quinzena do mês vai de alta de 0,02% a 0,17% (mediana de 0,13%).

FGTS no radar

O mercado acompanha ainda divulgação da arrecadação federal de junho - as estimativas variam de R$ 113,9 bilhões a R$ 125,155 bilhões (mediana de R$ 117,4 bilhões), ante saldo de R$ 113,2 bilhões em maio.

A liberação do saque das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve ser anunciada amanhã. Agora, o governo avalia limitar o saque a R$ 500 este ano, como antecipou o Estado, cedendo à pressão do setor da construção civil. 

O presidente Jair Bolsonaro vai para a Bahia para inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, em meio a um clima tenso com os governadores do Nordeste.

O Planalto vai começar uma operação, capitaneada por Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, para "pacificar" sua comunicação do presidente. Há o temor de que declarações de Bolsonaro possam atrapalhar o segundo turno da reforma a Previdência na Câmara, conforme apurou a Coluna do Estadão

Temporada de balanços

O Santander deu a largada na temporada de balanços no País e anunciou nesta manhã lucro líquido gerencial de R$ 3,635 bilhões no segundo trimestre do ano, 20,16% maior que a de R$ 3,025 bilhões registradas um ano antes. Em relação aos três meses anteriores, cresceu 4,3%. No semestre, o resultado totalizou R$ 7,120 bilhões, expansão de 21,0% em 12 meses. À noite, saem os números de Cielo.

Cenário externo favorável

No exterior os resultados corporativos, em especial os dos bancos, dão fôlego às Bolsas europeias. Há a expectativa com nova rodada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China na próxima semana e com uma onda de afrouxamento monetário pelos principais bancos centrais do mundo. Esses mesmos fatores impulsionaram as Bolsas da Ásia, que encerraram o dia em alta.

Nesta terça, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulga projeções atualizadas para a economia global.  / Luciana Xavier, Silvana Rocha, Niviane Magalhães, Renato Carvalho e Aline Bronzati

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