Mercado acompanha melhora externa; indicação de Alckmin agrada

O quadro externo melhorou nesta terça-feira, provocando uma reação positiva nos mercados no Brasil. Internamente, a notícia sobre a escolha do candidato tucano Geraldo Alckmin, em detrimento do prefeito José Serra, para concorrer á presidência da República foi bem recebida pelos investidores, por ser considerado o candidato do PSDB mais próximo dos interesses do mercado. Isso não significa que o tucano seja o preferido quando comparado ao presidente Lula. A princípio, o que agrada ao mercado é o fato de que, a se confirmarem as expectativas, a vitória de Lula ou de Alckmin não causará distúrbios de ordem política no mercado. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão na pontuação máxima do dia, em 37.541 pontos, puxada também pela alta das ações da Petrobras, que se beneficiaram da valorização dos preços do petróleo. O barril do petróleo fechou em alta de 2,15% para US$ 63,10. Com isso, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras encerraram o dia com alta de 4,41%, na máxima cotação.O Ibovespa - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - foi beneficiado pela valorização destas ações e fechou em alta de 2,03%. Com esse resultado, a bolsa passou a acumular baixa de 2,77% em março e alta de 12,21% em 2006. O movimento financeiro ficou em R$ 1,935 bilhão, sendo que as ações da Petrobras também foram as mais negociadas na Bovespa, com giro de R$ 317 milhões. No mercado de câmbio, as reações à indicação de Alckmin também foram positivas. O dólar caiu pelo quarto pregão consecutivo, ainda influenciado por uma pesada entrada de recursos. O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1260, em queda de 0,37%.

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