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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercado adia reação enquanto digere munição do BC

O mercado financeiro está com um pé atrás. O problema da administração da dívida interna nem de longe foi atacado com as medidas anunciadas pelo ministro Pedro Malan e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Aparentemente, observam analistas, o governo Fernando Henrique Cardoso vai passar a faixa para o futuro presidente com o dólar abaixo de R$ 3,00 - o BC agora dispõe de US$ 15 bilhões de munição. Por isso, o câmbio é o ativo que, num primeiro momento, melhor responde às novidades. Ainda assim, houve sensível desaceleração da queda registrada pouco antes da entrevista coletiva, quando a moeda era cotada a R$ 2,64. Instantes atrás, o dólar era negociado a R$ 2,71, em queda de 3,04%. O risco Brasil também voltou a subir em relação ao momento mais eufórico do dia, situando-se ao redor dos 1.200 pontos base. Na BM&F, volatilidade é a palavra-chave para se explicar o comportamento dos DIs futuros. Os contratos vêm alternando altas e baixas, sem qualquer definição de tendência. Para janeiro, por exemplo, a taxa agora registra ligeira alta, para 22,35% ao ano. A Bovespa é a mais descolada do noticiário, assim como foi durante os piores momentos dos últimos dias. O índice caía 0,54% há pouco, para 12.067 pontos. Aliás, segundo um atento operador, este é o 29o pregão em que a Bolsa transita entre os 12.000 e 13.000 pontos. Se o mercado acionário estivesse colado nos juros e dólar, teria que ter voltado aos níveis de 11 de setembro, dia dos atentados terroristas aos EUA, quando o Ibovespa cedeu para 9.500 pontos.

Agencia Estado,

13 de junho de 2002 | 16h09

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