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Mercado aguarda aprovação do pacote argentino

O mercado financeiro começa a semana atento ao cenário argentino. O governo do país vizinho tenta convencer os investidores de que está negociando a reestruturação de sua dívida e, com isso, seria possível anunciar o esperado pacote de medidas econômicas até quarta-feira. Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, a partir de hoje, as negociações com os governadores das províncias serão conduzidas pelo próprio presidente Fernando De la Rúa. O fato é que a imagem do ministro da Economia Domingo Cavallo está muito desgastada perante os investidores e a classe política do país. O ministro não conseguiu fazer com que a Argentina retomasse o crescimento, o que é uma possibilidade cada vez mais difícil diante das elevadas taxas de juros do país. Por outro lado, os juros não cedem, já que a desconfiança dos investidores vem aumentando e o risco de default - leia-se calote da dívida - vem sendo considerado.De acordo com apuração do correspondente Ariel Palacios, uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que era esperada apenas no final desta semana, chegou à Argentina ontem. O chefe desta missão, Thomas Reichmann, reuniu-se com Cavallo e o vice-ministro, Daniel Marx, para discutir o novo pacote. Veja mais informações sobre as perspectivas na semana no mercado financeiro no link abaixo.Veja os números do mercado financeiroOs investidores continuam atentos à realização do leilão da Companhia Paranaense de Energia (Copel) marcado para a próxima quarta-feira, dia 31. O preço mínimo é de R$ 5,068 bilhões. A relação de empresas pré-qualificadas não trouxe surpresas: Tractebel; Votorantin e Cia Vale do Rio Doce; e GP Investimentos. O consórcio Maromba, formado pela Vale e Votorantim, ameaça desistir da disputa, caso o leilão não seja adiado. O governo do Paraná resiste a esta possibilidade.O dólar comercial para venda está cotado a R$ 2,7220 na ponta de venda dos negócios, com queda de 0,18% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 23,860% ao ano, frente a 23,800% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 0,13%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

29 de outubro de 2001 | 11h26

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