Mercado aguarda decisão do Copom

Descontando-se as operações de exercício de opções - dia de vencimento de contratos que dão direito a comprar ou vender uma ação - a Bolsa de Valores de São Paulo registrou poucos negócios durante a manhã. A retração deve-se, principalmente, à expectativa dos investidores em relação ao resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece amanhã e vai até quarta-feira. Na reunião será avaliado um novo corte da taxa básica de juros - Selic - que está em 16,5% ao ano.Até o início da tarde, a Bovespa movimentava R$ 800 milhões. Deste total, R$ 550 milhões representam os negócios com opções. Também em relação ao desempenho, a Bolsa alternou momentos de pequena baixa e pequena alta. Há pouco, operava em queda de 0,71%.Os mercados de câmbio e juros também estiveram mais retraídos durante a manhã. A moeda norte-americana estava cotada a R$ 1,8210 na ponta de venda dos negócios no início da tarde. Os juros recuaram um pouco. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - há pouco pagavam juros de 17,080% ao ano, frente a 17,200% ao ano pagos no final da sexta-feira.Poucas novidades no mercado financeiroAs novidades no mercado financeiro nessa manhã ficaram por conta da divulgação da queda do déficit em transações correntes. Como o recuo foi maior que o esperado - US$ 1,3 bi -, o mercado recebeu bem a notícia. Além disso, a indicação de Ilan Goldfajn para substituir Sérgio Werlang na diretoria de Política Econômica do Banco Central também favorece o cenário de estabilidade.No mercado internacional, a apreensão em relação à questão da Argentina, que anunciou na sexta-feira uma possível revisão do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), foi deixada de lado pelos investidores. Pelo menos por enquanto, já que hoje é feriado no país.Mas o preço do petróleo voltou a preocupar os investidores hoje. A cotação do barril para outubro na NYMEX chegou a US$ 32,20, em alta de US$ 0,21, conforme apurou a editora Patrícia Lara. No final da manhã, a pressão foi ainda maior e o preço do barril do óleo chegou a bater em US$ 32,90.

Agencia Estado,

21 de agosto de 2000 | 15h02

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.