Mercado aguarda nomes da equipe de transição

O Banco Central respondeu a uma das incertezas que ontem contribuiu para a pressão das cotações do dólar no período da tarde e anunciou, para hoje, um leilão de contratos atrelados à variação do câmbio. A operação visa a rolagem de parte do vencimento de US$ 2 bilhões da próxima sexta-feira e deve medir as primeiras impressões do mercado sobre a definição eleitoral. Para alguns especialistas, as informações obtidas sobre o que será o novo governo ainda não têm força para alterar qualquer postura dos investidores perante esse leilão. Esses, então, avaliam que, como ocorreu nas últimas rolagens, o mercado pedirá taxas altas para assumir posição nos contratos e, com isso, o BC não deve aceitar todas as propostas. Se essa avaliação estiver correta, o dólar à vista deve continuar pressionado, como reflexo da dificuldade de rolagem da dívida cambial, como também ocorreu nos últimos vencimentos.Para outros analistas, no entanto, a melhora de percepção dos últimos dias já poderá ser refletida no leilão de hoje, o que poderia facilitar a tarefa de rolagem do BC. Mas esses parecem minoria, por enquanto. O fato é que a notícia mais esperada do dia, o anúncio dos nomes que vão compor a equipe de transição do governo eleito, provavelmente só será divulgada após o leilão. O anúncio não tem hora marcada, mas sabe-se que ocorrerá após o encontro entre o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o atual presidente Fernando Henrique Cardoso, que começa às 11 horas. O leilão acontecerá entre as 12h às 13h. Serão ofertados até 24 mil contratos atrelados à variação do câmbio com vencimentos em 2/12/2002 e 15/12/2004, sendo até 19 mil contratos com vencimento em 2/12/2002 e até 5 mil contratos com vencimento em 15/12/2004. O resultado do leilão será divulgado a partir das 14h30. AberturaNa abertura dos negócios, às 9h51, o dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,8150, em alta de 0,93% em relação ao fechamento de ontem. Veja aqui a cotação do dólar dos últimos negócios. Já no mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 23,550%, frente a 23,270% ao ano negociados ontem.

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