Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons

Mercado aguarda PIB dos EUA e balanços na manhã desta sexta-feira

Na quinta-feira, 25, o Ibovespa fechou a 102654,58 pontos e o dólar ficou cotado a R$ 3,7820

O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2019 | 09h00

Os mercados internacionais mostram sinais mistos à espera da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre dos Estados Unidos e de balanços, que devem guiar os ativos americanos e globais nesta sexta-feira, 26. 

A expectativa dos investidores é de que o crescimento americano desacelere significativamente tanto em relação a igual período de 2018 quanto na comparação com o trimestre anterior e o principal obstáculo deve ser o investimento fixo das empresas. 

No Brasil, há expectativa para o encontro do Copom da próxima semana. No mercado de câmbio, após o dólar ter voltado a rondar os R$ 3,80 ontem, o Banco Central marcou dois leilões de linha com recompra de até US$ 1 bilhão para esta sexta. Além disso, está previsto o resultado primário do governo central do mês de junho, cujo déficit esperado poderá desacelerar ante maio. Na quinta-feira, 25, o Ibovespa fechou a 102654,58 pontos e o dólar ficou cotado a R$ 3,7820.  

Petrobrás 

A produção da Petrobrás atinge no segundo trimestre de 2019 de barris de óleo equivalente por dia (boed) atingiu 2,553 milhões, queda de 0,4% na comparação com os 2,461 milhões de boed em igual trimestre do ano passado. Na comparação com os três primeiros meses do ano, entretanto, o número mostra avanço de 3,7%. 

Movida 

O preço da ação na oferta pública de distribuição primária e secundária da Movida Participações ficou em R$ 15,00. Assim, foram subscritas 35,5 milhões de ações referentes à oferta primária e 20 milhões na secundária, sendo 7 milhões para atender o excesso de demanda. A oferta totalizou R$ 832,5 milhões, dos quais R$ 532,5 milhões na primária e R$ 300 milhões na secundária. A JSL, controladora, passou a deter 55,1% do capital social da Movida após a conclusão da Oferta. 

Liquigás 

A próxima empresa a ser vendida pela Petrobrás em meio a seu plano de desinvestimentos será a subsidiária de distribuição de botijões de gás Liquigás, segundo o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

A petroleira, que detém 100% da Liquigás, abriu processo para se desfazer da companhia em abril. Antes, a Petrobrás havia chegado a anunciar a venda da empresa para o Grupo Ultra, mas o negócio foi vetado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em fevereiro de 2018. 

Venda de carros 

mercado de automóveis, que deve crescer pelo terceiro ano seguido, tem sido impulsionado principalmente por descontos maiores oferecidos pelas concessionárias e pelas montadoras, sobretudo a clientes pessoa jurídica, numa tentativa de driblar as condições adversas da economia. É o que indica a receita do governo com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a partir da venda de carros. Como os preços estão menores, a arrecadação cai, apesar das vendas aumentarem. 

No primeiro semestre, o número de automóveis emplacados teve expansão de 11,2% em relação à primeira metade do ano passado, segundo a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No entanto, a arrecadação do governo com o IPI sobre automóveis, que em tese deveria estar crescendo no mesmo ritmo, caiu 3,1% no período, já retirados os efeitos da inflação. 

‘Reforma tributária da Câmara é melhor’ 

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, prefere a reforma tributária patrocinada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), às demais propostas. Com o argumento de que o texto, apresentado originalmente pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), é muito consistente, ele defende a simplificação do sistema brasileiro, com redução do número de impostos para no máximo sete.

Zona Franca 

Na primeira visita à cidade de Manaus depois que assumiu o cargo, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou na última quinta que vai manter os benefícios fiscais a empresas instaladas no parque industrial da Zona Franca de Manaus. Ao participar da reunião do novo Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bolsonaro disse que a Região Norte ainda tem de receber atenção do Estado. / Silvana Rocha, Luciana Antonello Xavier, André Ítalo Rocha e Adriana Fernandes 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.