Mercado aguarda recuo da inflação

A taxa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), referente à terceira quadrissemana de agosto, é a próxima grande notícia aguardada pelo mercado financeiro. A taxa será divulgada na segunda-feira e, depois de sete semanas consecutivas de alta, a expectativa é de que o resultado mostre a retomada da desaceleração inflacionária. Depois que o Copom manteve a taxa básica de juros - Selic - estável em 16,5% ao ano, sem viés, o mercado financeiro se mostra mais cauteloso, mas não abandonou o otimismo. Esta manhã, as taxas recuaram um pouco mais, porém a queda perdeu fôlego no final do período. No início da tarde, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 16,910% ao ano, frente a 16,960% ao ano registrados ontem. Investidores continuam acreditando na queda da SelicNo mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com um volume de negócios maior do que o registrado ontem. No início da manhã, os negócios giravam em torno de R$ 330 milhões, projetandoR$ 650 milhões para todo o pregão. Ontem o pregão operou com R$ 514 milhões. Em relação ao desempenho, a Bolsa vem registrando alta na primeira parte do pregão. Há pouco estava em alta de 1,59%.Os investidores em ações acreditam que este intervalo na tendência de queda da Selic é apenas temporário, já que a inflação deve recuar e os fundamentos da economia são positivos. O mercado financeiro acredita que as metas da inflação serão cumpridas e a postura cautelosa do Banco Central, ao manter a Selic em 16,5% ao ano, diminuiu eventuais dúvidas quanto a isto.Operadores voltam a afirmar que o cenário para a Bolsa poderia ser melhor se houvesse uma entrada maior de capital estrangeiro. Apesar dos analistas internacionais, como os do banco Morgan Stanley, virem recomendando as ações brasileiras, o volume de negócios no mercado brasileiro ainda é baixo. Câmbio mantém estabilidadeA notícia divulgada no início da manhã de que o PIB norte-americano, referente ao segundo trimestre cresceu 5,3%, ficando praticamente idêntico aos 5,2% esperados pelo mercado, reforçou ainda mais o cenário de tranqüilidade para o câmbio na primeira metade desta sexta-feira. No início da tarde, o dólar estava cotado a R$ 1,8220 na ponta de venda dos negócios - uma alta de 0,11% em relação ao fechamento dos últimos negócios da quinta-feira.

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