Mercado aguarda resultado do IGP-M

Os índices de inflação continuam na pauta do mercado financeiro. Hoje, no final da tarde, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgará o Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) referente ao mês de agosto. De acordo com apuração da editora Adriana Chiarini, a expectativa do chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Melo Cota, é de que o Índice fique entre 2,3% e 2,5%. Na última medição, o Índice registrou alta de 2,05%. Caso a expectativa do economista se confirme, o IGP-M estará fechando o mês no patamar mais elevado do ano, que já acumula 6,94% até julho. Com essa expectativa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta de 0,28% e há pouco registrava alta de 0,85%. O dólar, que apresentou queda de 0,16% ontem, abriu cotado a R$ 1,8290 e continua sendo negociado no mesmo patamar. Os juros também recuaram ontem e, no início dessa manhã, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 17,010% ao ano, frente a 17,020% ao ano registrados ontem.A expectativa para o mercado financeiro hoje é de tranqüilidade. O impacto da divulgação do IGP-M deve ser percebido apenas amanhã, já que o Índice sai após às 17h. Os investidores aguardam uma sinalização de que, de fato, a inflação já está recuando, o que confirmaria a volta de novos cortes na taxa básica de juros - Selic. Inflação em alta preocupa investidoresA inflação tem sido motivo de apreensão para o mercado financeiro. Com as altas nos índices, alguns analistas chegaram a revisar sua projeções de índices de inflação para o acumulado desse ano. A própria Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas elevou sua expectativa para 2000 de 5% para 5,5%, o que mexeu com o humor dos investidores. Por outro lado, fontes do governo afirmam que o repique da inflação é temporário e já deve começar a recuar a partir de setembro. Ontem, o diretor de política monetária do Banco Central (BC), Luiz Fernando Figueiredo, afirmou que as metas do governo estão mantidas e os juros continuam em tendência de queda. Também o ministro da Fazenda, Pedro Malan, reafirmou as declarações de Figueiredo.Mercado aguarda queda dos juros e aumento de recursosAlém da queda das taxas de juros, o mercado financeiro também seria beneficiado por uma entrada maior de recursos, o que não vem acontecendo nos últimos dias. A Bovespa vem operando em patamares abaixo de R$ 500 milhões e a alta no preço dos papéis depende também de um aumento da demanda.Para que o volume de negócios no mercado de ações cresça, analistas têm apontado alguns fatores: a aprovação de novas regras, que beneficiem os acionistas minoritários; a melhora do rating dos papéis da dívida brasileira e a queda das taxas de juros. Mas operadores continuam apostando nesse cenário e mantém as perspectivas positivas para o médio prazo. Isso porque existe a expectativa de que todos esses fatores serão cumpridos ao longo dos próximos meses.

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