Mercado ainda prevê retração do PIB, mesmo sem recessão

Para analistas, economia brasileira deve recuar 0,15% em 2009 e produção industrial seguirá negativa

AE, Agencia Estado

14 de setembro de 2009 | 09h01

A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2009 apresentou leve melhora na pesquisa semanal Focus divulgada nesta segunda-feira, 14, mas ainda está no campo negativo.  No levantamento realizado pelo Banco Central (BC) junto a instituições financeiras, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de um recuo de 0,16% para uma contração de 0,15%. Para 2010, a previsão para o PIB foi mantida em expansão de 4%. Na sexta-feira passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB brasileiro cresceu 1,9% no segundo trimestre, encerrando o período de recessão técnica no Brasil - dois trimestres consecutivos de queda.

 

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No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2009 segue negativa, mas teve discreta melhora, passando de uma queda de 7,35% para uma baixa de 7,28%. Para 2010, a projeção para o desempenho da indústria passou de crescimento de 5,65% para alta de 6%.

Juros e inflação

A pesquisa Focus manteve a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) deve terminar 2009 nos atuais 8,75% ao ano. Para o final de 2010, foi mantida a projeção é de que a taxa Selic fique em 9,25% ao ano.

O mercado financeiro manteve a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 de inflação de 4,30%. Assim, a previsão dos analistas ficou dentro da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2010 teve alta de 4,30% para 4,35%, ainda abaixo do centro da meta, que também é de 4,50% no ano que vem.

A estimativa para a inflação de curto prazo aumentou levemente. Para setembro, a previsão para o IPCA subiu de 0,23% para 0,24%. Para outubro, a estimativa de IPCA manteve-se em 0,30%.

Câmbio e contas externas

Analistas reduziram a previsão para o nível do dólar ante o real no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2009 caiu de R$ 1,85 para R$ 1,81. A cotação esperada para o fim de 2010 manteve-se em R$ 1,85. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2009 manteve-se em R$ 2,01.

O mercado financeiro também alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2009. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano caiu de US$ 15,05 bilhões para US$ 15 bilhões. Para 2010, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos subiu de US$ 22,2 bilhões para US$ 22,8 bilhões.

A previsão de superávit comercial em 2009 subiu de US$ 24,3 bilhões para US$ 25 bilhões. Para 2010, a estimativa para o saldo da balança comercial permaneceu em US$ 18 bilhões. Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009 em US$ 25 bilhões. Para 2010, a estimativa de IED permaneceu em US$ 30 bilhões.

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