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Mercado aposta em alta da inflação

As projeções de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano e o próximo registraram uma nova rodada de alta na pesquisa feita semana passada pelo Banco Central (BC) com um grupo de 100 instituições financeiras e empresas de consultorias. As estimativas para 2002, pelos dados divulgados nesta segunda-feira, saltaram de 8,76% para 9,39%, enquanto as previsões para 2003 eram revisadas de 9% para 9,81%.As novas elevações se deram numa conjuntura de recuo dos preços do petróleo no mercado internacional em função do anúncio do governo iraquiano de acatar a resolução das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre inspeção de armas e de desvalorização mais acentuada do real em reação a um temor de alta dos índices de inflação no Brasil.As elevações não foram acompanhadas por uma alta das projeções de mercado para a taxa de juros nos finais deste ano e de 2003. As projeções para os juros ao fim de 2002 continuaram estáveis nos 21% do último levantamento e as previsões para o final do próximo ano permaneceram em 18% ao ano.A manutenção das estimativas está na contramão das expectativas de parte do mercado de uma nova elevação dos juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que se iniciará nesta terça e terminará na quarta-feira. A alta do juros, na visão de setores do mercado, seria necessária para adequar a política monetária a um novo cenário de inflação em alta.As projeções para a taxa de câmbio no fim de 2002 e do próximo ano ficaram praticamente estáveis, com as estimativas para 2003 subindo de R$ 3,59 para R$ 3,60 e as deste ano ficando estáveis em R$ 3,50.O aumento do pessimismo em relação aos preços, entretanto, não foi suficiente para reverter a leve melhora das projeções para a taxa de crescimento da economia em 2002 e 2003. As previsões para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) subiram, na pesquisa divulgada hoje pelo BC, de 1,20% para 1,22%, ficando ainda distante dos 1,4% projetados pelo BC no último relatório de inflação. As projeções para o próximo ano subiram de 1,90% para 2% de crescimento, ficando mais dentro das expectativas do mercado.As previsões de superávit primário do setor público para este ano cresceram e foram dos 3,88% do PIB para 3,90% do PIB, revelando uma expectativa de que o resultado final do ano venha a superar a meta acertada com o FMI.

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