Mercado aposta em crescimento de 3,5% para este ano

O mercado financeiro mantém sua aposta de que a economia brasileira crescerá este ano 3,5%, a despeito dos dados divulgados na semana passada pelo IBGE, que mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu nos três primeiros meses deste ano 2,7% em relação ao apurado no primeiro trimestre de 2003. A projeção de crescimento consta da pesquisa semanal realizada pelo Banco Central, divulgada esta manhã. A projeção de crescimento econômico para 2005 também foi mantida em 3,5%.InflaçãoAs instituições e empresas consultadas pelo Banco Central elevaram de 6,36% para 6,50% sua estimativa média para a alta da inflação em 2004. Essas instituições esperam um pouco mais de inflação tanto em maio quanto em junho. No quinto mês de 2004 a expectativa média dos analistas é de que o IPCA acumulará um alta de 0,50%, e não mais os 0,46% apurados na pesquisa anterior. Para junho a estimativa também é a de que o IPCA registrará uma alta de 0,50%, acima dos 0,45% estimados na pesquisa passada. Em termos de preços administrados, as apostas do mercado são de que esse conjunto de preços acumulará em 2004 uma alta de 7,60%, pouco acima dos 7,50% previstos no levantamento anterior. Para 2005, as instituições consultadas pelo BC elevaram de 5,15% para 5,30% suas estimativas para a variação do IPCA naquele período. Em termos de preços administrados, entretanto, os analistas reduziram de 6,25% para 6% a alta estimada para esse conjunto de preços em 2005. JurosAs projeções para juros das instituições consultadas pelo Banco Central ficaram praticamente inalteradas. Para 2004, a estimativa média dos analistas ouvidos é a de que a taxa Selic terminará o ano em 14,50%, mesmo patamar estimado na pesquisa passada. Há apenas uma pequena elevação na média projetada para a Selic ao longo do ano, que passou de 15,40% para 15,54%. Para junho, os analistas elevaram de 15,75% para 16% as suas estimativas para a Selic o que significa, em termos práticos, que essas instituições não esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC vá fazer alterações na meta da taxa básica de juros da econômica neste mês. O mesmo comportamento de poucas alterações é visto no cenário de juros para 2005. As instituições consultadas pelo BC mantiveram em 13% suas estimativas para o patamar de fechamento da Selic ao final daquele ano. A média do período, entretanto, sofreu uma pequena elevação, passando de 13,40% para 13,60%.

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