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Mercado: Argentina faz dólar subir de novo

Depois do alívio da semana passada, em que as cotações recuperaram-se um pouco, o clima voltou a ser de tensão e ansiedade nos mercados. Novamente, o foco das preocupações recai sobre a eficácia das medidas anunciadas pelo governo argentino em solucionar no longo prazo os problemas do país e sobre a possibilidade de fracasso da renegociação da dívida externa de curto prazo. A crise política em Brasília também agravou-se e o pessimismo aumentou consideravelmente.O dólar comercial para venda voltou a subir com força, fechando em R$ 2,2380, com alta de 1,68%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 22,280% ao ano, frente a 21,400% ao ano na segunda-feira. E a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,13%. O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em queda de 0,51%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,20%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 2,41%. Economia argentina volta a preocuparNo mercado, o assunto é a reestruturação da dívida argentina, que deve envolver algo entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões. Os bancos devem aceitar algum prejuízo com a operação, dando um desconto para aliviar as obrigações do país no curto prazo, garantindo a sua capacidade de pagamento. O problema é que o pressuposto dessa negociação é a recuperação da economia no longo prazo. Mas os investidores não receberam bem o pacote tributário anunciado no final de semana, pois não vêem nas medidas muita perspectiva de reversão da recessão, que já dura 34 meses. A questão central de sobrevalorização do peso com um sistema de câmbio fixo continua no centro das preocupações e os bancos só aceitariam a renegociação da dívida se convencidos da viabilidade da economia. Como ainda restam muitas dúvidas, o pessimismo voltou a ser refletido nos negócios.Para piorar a situação do ministro da Economia, Domingo Cavallo, a oposição, os jornais e os sindicatos estão se organizando para resistir ao pacote de elevação de tributos. Já não é certa nem a aprovação da inclusão do euro no mecanismo de cálculo da cotação do peso, enviada ao Congresso há duas semanas. O mercado não atribuiu grande importância a essa medida, pois ela só entraria em vigor quando a cotação da moeda européia estiver equiparada ao dólar, o que pode demorar anos. Mas uma resistência bem organizada e eficiente ao governo traria preocupação ainda maior do que a atual.Congresso também é foco de instabilidadeA instabilidade política também mantém os mercados em alerta. O Senador Jader Barbalho autorizou o Supremo Tribunal Federal a processá-lo. Amanhã, às 14h30, ocorrerá a acareação dos Senadores Antônio Carlos e José Roberto Arruda, assim como Regina Borges, diretora do Prodasen, o serviço de processamento de dados do Senado, sobre o escândalo de violação do painel de votação durante a sessão de cassação do ex-Senador Luis Estêvão. Além disso, a oposição afirma ter o número de assinaturas necessário para pedir a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no Executivo federal. O pedido seria feito no dia 9 para aguardar o resultado da acareação e organizar manifestações de apoio. Mesmo que a Argentina ocupe o centro das preocupações, os desdobramentos da crise política - que é muito grave - podem causar grandes estragos se sair do controle.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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