Mercado: Argentina volta a preocupar investidores

A Argentina volta a deixar o mercado instável com a continuidade da greve geral decretada pelas centrais de trabalhadores contra a política econômica do presidente Fernando De la Rúa. Apesar de o país estar prestes a receber o pacote de ajuda financeira internacional programado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), declarações do vice-diretor gerente do FMI, Stanley Fischer, de que a Argentina corre o risco de não pagar suas dívidas deixaram o mercado tenso ontem. O resultado no mercado financeiro brasileiro foram as altas das taxas de juros e da cotação do dólar.Hoje, no início da manhã, a moeda norte-americana está cotada a R$ 1,9530 - queda de 0,05% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,900% ao ano, frente a 18,200% ao ano registrados ontem. No mercado de ações, os negócios em Nova York devem voltar a influencias as operações no Brasil. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em leve alta de 0,10%. Investidor deve redobrar cautela em momentos de incertezaOntem, o Comitê de Política Monetária (Copom) enumerou os motivos externos para manter a taxa de juros básica - Selic - em 16,5% ao ano: alta do preço do petróleo, incertezas em relação à desaceleração da economia norte-americana, desvalorização do euro, crise no Oriente Médio e a forte oscilação no mercado de ações norte-americano. Em todos eles, não há expectativa de que serão solucionados no curto prazo.Nesse cenário, o investidor deve manter a postura de cautela. Nas aplicações de maior risco, a chance de perdas, até mesmo do que foi investido, aumenta em períodos de forte oscilação como o atual. Investidores que não têm tolerância ao risco devem concentrar suas aplicações em fundos DI, ou pós-fixados, que acompanham as taxas de juros e não há nenhuma possibilidade de prejuízo.Para quem não quer abrir mão de rentabilidade mais atraente, mesmo que o risco do investimento seja superior, o mercado de ações oferece papéis baratos e com boas perspectivas de valorização. Mas, para selecionar esses papéis, o investidor terá que analisar o mercado e buscar informações com especialistas. O mais indicado para quem não quer fazer esse tipo de trabalho é investir em fundos de ações que contam com a ajuda de profissionais especializados, os administradores de fundos. Porém, a recomendação é investir apenas parte dos recursos nesse mercado.

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