Mercado asiático abre em alta, após dia de perdas

Apenas Kuala Lumpur e Bangcoc operavam em baixa; analistas apostam em redução na taxa de juros nos EUA

Efe,

18 de março de 2008 | 01h10

Após uma segunda-feira marcada por perdas nos mercados mundiais e a expectativa de um anúncio de corte de juro por parte do Federal Reserve (Fed, banco central americano), as bolsas asiáticas se recuperam no pregão desta terça-feira. Com exceção das bolsas de Kuala Lumpur e Bangcoc, todas as outras iniciaram o dia em alta.   Veja também Crise externa eleva dólar pelo terceiro dia consecutivo BCs injetam recursos para socorrer bancos Crise no mercado global está maior, diz diretor-gerente do FMI  Entenda a crise nos Estados Unidos   O sobe e desce do dólar  Veja os efeitos da desvalorização do dólar   O índice Nikkei operava em alta de 1,49%, alcançando 11.963,49 pontos. Enquanto o indicador Topix subia 1,07%, para 1.161,93 pontos. O dólar e o euro iniciaram o pregão em baixa. A moeda americana abriu em baixa, a 97,07 ienes, frente aos 97,36 ienes do último fechamento. Já a moeda européia era comercializada a 152,80 ienes e a US$ 1,5742, frente às cotações de 153,50 ienes e de US$ 1,5763 da segunda-feira.   O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong abriu em alta de 360 pontos (1,70%), aos 21.444. O índice PSEI da Bolsa de Manila operava nos primeiros minutos do pregão em alta de 12,03 pontos (0,43%), aos 2.805,71. Na Bolsa de Jacarta, o índice JKCI abriu em alta de 17,65 pontos (0,76%), aos 2.329,97. O índice Straits Times da Bolsa de Cingapura começou o pregão em alta de 14,05 pontos (0,50%), aos 2.806,80.   Já as bolsas de Kuala Lumpur e Bangcoc abriram em baixa. O índice KLCI de Kuala Lumpur operava nos primeiros minutos do pregão em baixa de 7,13 pontos (0,60%), aos 1.170,40. O índice SET de Bangcoc abriu em queda de 5,24 pontos (0,65%), aos 801,50.   As perdas desta segunda-feira aconteceram após a compra do Bear Stearns pelo JP Morgan, patrocinada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Para os investidores, a queda da primeira grande vítima do mercado imobiliário americano elevou significativamente o risco de crise sistêmica no setor bancário, com a quebra de outras grandes instituições, como o Lehman Brothers.   Além disso, na tarde de domingo, o Fed anunciou o corte de 0,25 ponto porcentual na taxa de redesconto para os bancos comerciais. Tudo isso reforçou as apostas de redução expressiva na taxa básica de juros nos Estados Unidos na reunião desta terça-feira do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). A maioria espera redução de 1 ponto porcentual nos juros, para 2%. Mas há quem acredite em até 1,25 ponto para estancar a crise.   A deterioração do cenário americano foi traduzida numa debandada geral dos investidores de aplicações de maior risco para ativos mais seguros, como o ouro. Na Europa, a maioria das bolsas terminou o dia com quedas superiores a 3%, movimento semelhante ao da Ásia. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuou 3,19% e acumulou perda de 6,06% no ano.   (Colaborou Renée Pereira, de O Estado de São Paulo)   Texto atualizado às 3 horas

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