Mercado: atenção para EUA e Argentina

Os investidores continuam atentos à situação da Argentina. Operadores do mercado financeiro acreditam que, enquanto o país não definir de que forma vai financiar sua dívida em 2001, será difícil uma retomada positiva dos negócios, inclusive no Brasil. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tenta recuperar-se no início da tarde, mas o baixo volume de negócios - R$ 82 milhões na primeira parte do pregão - dificulta essa tendência.Há pouco, a Bovespa operava em alta de 1,04%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 18,270% ao ano, frente a 18,400% ao ano registrados na sexta-feira. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9420 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,05% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Outro foco de atenção dos investidores vem dos Estados Unidos, onde a maioria das empresas americanas já divulgou balanços em outubro. Mas algumas gigantes da tecnologia ainda estão na lista para este início de novembro. É o caso da Cisco, maior fornecedor de tecnologia para a Internet. A empresa divulga seus números hoje após o fechamento dos negócios e qualquer surpresa boa ou ruim poderá pesar no mercado acionário norte-americano.O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera em alta de 1,53%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra alta de 0,15%. Cenário interno: inflação recuaO cenário interno continua sendo considerado positivo, embora com ressalvas para o mercado de ações. A inflação segue surpreendendo com números muito baixos, o que ajuda a diminuir a apreensão com o preço do petróleo. No início da tarde, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro estavam em alta de 0,10% em Londres, a US$ 30,95 por barril.A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que divulgou hoje o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para outubro em 0,01%, reduziu a previsão de inflação do ano que era de um intervalo entre 5% e 5,5%, para uma taxa inferior a 5%. O coordenador da pesquisa da Fipe, Heron do Carmo, avalia que a taxa ficará em torno de 4,8%, se o governo não autorizar novo reajuste dos combustíveis.

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