Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Mercado atento à inflação e ao leilão de cambiais

O mercado de câmbio deve fazer uma pausa no desempenho positivo que vem sendo registrado nos últimos três dias úteis. O quadro doméstico continua sendo considerado favorável aos negócios e os investidores mantém a percepção de que a transição política ocorrerá sem maiores sobressaltos, o que tende a favorecer hoje o Banco Central no terceiro leilão de rolagem para o vencimento de US$ 1,8 bilhão da próxima quinta-feira. No entanto, há desconforto com a inflação, ampliado pelos últimos resultados do IGP-M e Fipe, acima das expectativas, e do IPCA, divulgado há pouco (1,31% em outubro), que ficou na banda de cima das previsões. Na abertura dos negócios, às 10h07, o dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,5400, em alta de 0,71% em relação ao fechamento de ontem. Veja aqui a cotação do dólar dos últimos negócios.Apesar de o câmbio abrir um pouco pressionado, a tendência para o dia deve ser determinada pelo leilão de contratos atrelados à variação do câmbio de hoje, que, se for bem sucedido, poderá arrefecer a pressão cambial. No leilão desta terça, o BC ofertará até 14 mil contratos atrelados à variação do câmbio com três vencimentos diferentes: até 6.300 contratos com vencimento em 02/01/2003; até 3.200 contratos com vencimento em 03/02/2003; e até 4.500 contratos com vencimento em 01/04/2003. O resultado da operação será divulgado a partir das 14h30.No leilão de ontem, o BC colocou apenas 43% do total ofertado. Como a colocação foi inferior ao da oferta anterior, o mercado teve uma reação momentânea negativa e o dólar desacelerou a queda de mais de 2% na parte da manhã para em torno de 1% na parte da tarde. Contudo, o ambiente geral, descontando-se a alta da inflação, ainda é positivo e a expectativa é de que o BC consiga avançar na rolagem com o leilão de hoje, quando serão ofertados o equivalente a US$ 650 milhões. Como já foram ofertados cerca de US$ 900 milhões, ainda que o BC coloque toda a oferta de hoje ainda deverá ser necessário um quarto leilão.Se o que restar para rolagem ainda for um valor expressivo, deverá haver um maior potencial de alta para o dólar amanhã, quando se define a taxa de câmbio de liquidação do vencimento. Outro fator que pode gerar alguma resistência ao câmbio é o fato de a moeda americana estar esboçando alguma resistência quando é cotada abaixo dos R$ 3,50, como ocorreu ontem. Desde a semana passada o dólar se aproxima desta marca mas acaba fechando acima. Contudo, os analistas consideram que, se o próximo governo continuar emitindo sinais positivos e se não houver uma piora muito grave do quadro externo, haverá espaço para novas quedas do dólar. Quanto à variável da inflação, ela tende a gerar um mau-humor inicial que pode prejudicar momentaneamente os negócios no câmbio. Mas operadores observam que o dólar, na verdade, é causa, e não necessariamente efeito da inflação. "A inflação só puxará o dólar se o BC não enfrentar a pressão inflacionária e permitir a correção do câmbio real via preços", comentou um profissional.O quadro externo hoje não sugere grandes oscilações, pelo menos na abertura. O parlamento do Iraque decidiu aprovar recomendação contra a resolução da ONU, mas a reação do petróleo até agora está sendo pouco expressiva. Em Nova York, onde as bolsas tiveram quedas fortes ontem, os futuros apontavam leve alta há pouco. Em Brasília, o FMI deve se reunir hoje com o ministro Pedro Malan, mas, até segunda ordem, espera-se que não haja mudanças nas metas do governo brasileiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.