Mercado atento a petróleo e Copom

O preço do petróleo ainda é a maior preocupação do mercado financeiro. No início da manhã, segundo apuração da editora Patricia Lara, o preço do barril do produto estava oscilando e há pouco era negociado a R$ 34,18 em Londres - alta de US$ 0,20 em relação à sexta-feira. De acordo com analistas, não há nenhuma expectativa de estabilização dos preços no curto prazo. Na semana passada, o anúncio do aumento da produção feito pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em 800 mil barris por dia não foi suficiente para conter a escalada dos preços. Agora, há o receio de que o Iraque cancele suas exportações a partir de novembro.No cenário interno, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a reavaliação da taxa básica de juros - Selic -, que será anunciada na quarta-feira, não gera tanta expectativa. Isso porque, com a instabilidade em relação ao preço do petróleo, o mais provável é que o Comitê mantenha a taxa em 16,5% ao ano. Na ata da última reunião, a manutenção da taxa foi decidida por esse mesmo motivo. Veja a abertura do mercado financeiroA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 0,89%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começaram o dia pagando juros de 17,340% ao ano, frente a 17,270% registrados na sexta-feira. No mercado de câmbio, o dólar está cotado a R$ 1,8540 na ponta de venda dos negócios - uma alta de o,49% em relação aos últimos negócios de sexta-feira.A expectativa dos operadores é de que os negócios fiquem retraídos até a divulgação do resultado da reunião do Copom, apesar de a manutenção da Selic, com viés neutro - sem possibilidade de alta ou baixa dos juros até a próxima reunião do Comitê -, ser um consenso entre os analistas.Inflação Mais um índice de inflação será divulgado nessa semana. Trata-se da segunda prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente a setembro, que é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à USP. A expectativa do mercado financeiro é de que o número demonstre mais uma vez o recuo da inflação.Segundo apuração de Gustavo Freire, uma pesquisa feita pelo Grupo de Comunicação Institucional do Banco Central (BC) durante a semana passada revelou que bancos e consultorias apostam que o Índice de Preços Ampliado (IPCA) poderá fechar o ano em 6,30%. No levantamento anterior, as projeções eram de que o IPCA ficaria em 6,31% ao final do ano. Para 2001, as projeções levantadas pelo BC permaneceram inalteradas em torno da possibilidade de o IPCA ficar em 4,35%. O porcentual está acima da meta de 4% ao ano fixada para o ano que vem, mas está dentro da margem de dois pontos porcentuais usada.

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